Enquanto o Serra defende que se aumente a idade mínima para os brasileiros se aposentarem, a Previdência Social, com dados do IBGE, divulgou ontem que 67% dos trabalhadores de 16 a 59 anos está contribuindo para a Previdência Social e, portanto, sob a cobertura do sistema. É a melhor taxa desde 1992.
São 56,58 milhões de pessoas.
Os resultados confirmam o que a CUT sempre defendeu: a inclusão dos trabalhadores no mercado formal é a melhor garantia para a manutenção da saúde financeira da Previdência.
Além do crescimento econômico, que tem papel fundamental nesse resultado, é preciso esclarecer que houve também no período recente a criação de políticas públicas de estímulo à formalização. Podemos citar as taxas e carnês diferenciados para autônomos e trabalhadores domésticos, ou ainda o Programa do Empreendedor Individual.
Antes que digam que isso é só obra do mercado, lembrem-se desses programas criados pelo governo e de todo o debate que tivemos no Fórum Nacional da Previdência, em que a CUT se posicionou firmemente na defesa da previdência pública e universal e contra a falsa ideia de que a previdência é deficitária.



