O Orçamento da União prevê que o salário mínimo vai ficar mesmo nos R$ 540.
Se mantido esse valor, o governo Lula perderá, assim, a oportunidade de terminar seus oito anos com a adoção de aumento real para o salário mínimo 2011, o que contradiz a relação desse mesmo governo com o tema.
E o governo Dilma perderá a oportunidade de começar com um aumento real para o salário mínimo, do qual dependem direta ou indiretamente 47 milhões de brasileiros. Não combina com o mote de sua campanha, o de erradicar a miséria no Brasil.
Como demonstrado por estudo recente da Fundação Getúlio Vargas, 67% de toda a migração de pessoas das classes E e D para a classe C deve-se aos aumentos reais para o salário mínimo – mais do que o papel desempenhado pelo Bolsa Família, por exemplo.
Se não houver aumento real para o mínimo, punem-se os trabalhadores brasileiros pela crise internacional iniciada em 2008, sobre a qual não tiverem responsabilidade alguma, e não se reconhece o papel importante que tiveram na superação dessa mesma crise.
Enquanto isso, o empresariado fica integralmente com os benefícios de políticas que o beneficiaram durante a crise, como a desoneração temporária de impostos.
Além disso, estavam na pauta de negociação com as centrais – processo interrompido pelo governo após uma única reunião – a correção da tabela do imposto de renda e o aumento para aposentadorias acima do salário mínimo. Nenhum dos temas foi adiante, mas, quase ao mesmo tempo, o governo anuncia incentivos fiscais para investimentos de longo prazo. Para os trabalhadores, nada.
Essa decisão, se mantida, será ruim para a imagem do governo que termina e do governo que vai começar, mas é bem pior para o cotidiano de quem precisa do salário mínimo.




Meu querido presidente Artur Henrique.
Ninguém despreza a relevância do institucional para debate e resolução dos problemas.
Mas por outro lado, negociação sem mobilização de massas é ficar refem do governo.
Em um momento em que os parlamentares aumentam seus vencimentos em 62%, momeno que um indicado à ministro do Turismo é pego pagando farra em motel com recursos públicos.
Em um momento em que o indicado para a pasta da previdência declara não saber nada de previdência, E que o líder do governo o tal Vacareza esparrama o besteirol, tinhamos que ir para cima deles.
O dia da posse é um bom dia para externar nossa indignação.
Apesar de tudo, tenha um feliz natal, e um ano novo de muitas e muitas lutas
Companheiro Artur! Quando falei de ir pra cima do governo do PT (assim como de qualquer outro partido) no Conafor/2010, é no sentido de reafirmar que a pauta empresarial pode sair vitoriosa nesse novo governo do PT/PMDB e se dar bem, e cabe a nós, sindicalistas CUTistas e a classe trabalhadora, acirrar E MUITO o embate para seguir avançando. Abraços e muita luta e vitórias coletivas em 2011! William Mendes, Contraf-CUT.
Caros companheiros, na verdade para defender os mortos que ganham o salário mínimo não tem ninguém. Prá defender quem ganha bem eu já vi greves de 30 dias, etc. Agora pra defender os coitados do salário mínimo nunca vi nenhuma greve. Nós como sindicalistas só defendemos as nossas corporações que geralmente ganham bem. O que vai então sobrar prá os pobres do salário mínimo? Nada. Só sofrimento, fome e exploração. Por isso o nossó país é campeão mundial em péssima distribuição salarial. Basta vê os reajustes fabulosos para os deputados federais, estaduais senadores, etc. Mesmo reconhecendo o presidente Lula como o melhor presidente da história do Brasil, nós precisamos diminuir o nosso egoísmo e sermos mais solidários com quem realmente é pobre como a turma do salário mínimo e do bolsa família.
Pois é deviam dar um jeito nesses politicos safados! Que vergonha eu ralando pra ganhar um aumento miseravel desses..Os caras ainda tiraram janeiro de férias!
Eu mal conseguir viajar um dia!
Abrax pro dono do blog que é muito bom!