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Greve no serviço público federal a partir do dia 18, avisam servidores

Para forçar a abertura de negociações com o governo Dilma, servidores federais filiados à CUT e representados pela Condsef avisam: greve a partir do dia 18.

É o papel da CUT pressionar e cobrar, independentemente do governo.

Comprovamos isso durante os anos Lula (leia mais clicando aqui).

Entenda por que a Condsef organiza a greve para o próximo dia 18 clicando aqui.

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Dilma introduz mudanças na relação com Congresso e recebe apoio de Lula. Está na hora da reforma política

O Estadão deste sábado traz a informação de que Lula disse ao novo líder do governo na Câmara, Eduardo Braga, que Dilma comprou uma “boa luta” ao iniciar mudanças na relação com Congresso e que ele, Lula, acha que “Dilma está certa”.

Sinalização política importante, apoio significativo.

Lula, que enfrentou uma crise política de grandes dimensões entre 2005 e 2006, lidou com o mais desvairado Congresso que se têm notícia desde o udenismo.

Dilma, atualmente, confunde a cabeça de muitos analistas da imprensa, que agora não sabem se a aplaudem por fazer algo que eles sempre disseram necessário, ou se a classificam como “inábil” ou “avessa à política” para ver se fomentam uma crisezinha de ocasião.

A Dilma merece apoio nessa empreitada.

Mas quero repetir que é necessário fazer a reforma política de verdade, aquela que, em primeiro lugar, acabará com o financiamento privado de campanha e retirará poder dos donos do dinheiro, que atualmente decidem quem vai ou não ser eleito.

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Aumento zero para servidores: sindicatos e confederação prometem endurecer com o governo federal

A presidenta Dilma em pessoa veio a campo para informar que não haverá reajuste salarial para os trabalhadores públicos federais em 2012. A Condsef-CUT, confederação nacional que congrega o funcionalismo, promete endurecer e garante que em janeiro já planejará ações para aumentar a pressão.

Há acordos que foram fechados e outros em fase adiantada que, assim, ficam sob clara ameaça.

Além disso, ao sinalizar com austeridade máxima para essa parcela da população, enquanto outras continuam ganhando os tubos – notadamente os bancos, que dependem e muito do dinheiro público para ficar cada vez mais ricos – a presidenta aponta na direção da lógica que hoje afeta duramente a Europa, a saber, socializar as perdas em nome daqueles que verdadeiramente criaram a crise. São situações diferentes em grau, mas não na essência.

Por fim, se precisamos de um Estado forte e indutos do crescimento, algo que a própria presidente costuma declarar, devemos tratar o funcionalismo de uma outra forma. Precisamos investir nele. Concordo com a necessidade de melhoria da gestão, mas para isso o torniquete não ajuda.

Ainda nesse ponto, devemos lembrar que a presidenta, com essas declarações, ainda que possivelmente sem querer, acaba por dar um salvo-conduto a governadores e prefeitos que resistem a encarar responsabilidades como o Piso Nacional do Magistério.

Leia o texto preparado pela Condsef em que se detalham as razões para não suspender reajustes do funcionalismo no ano que vem clicando aqui.

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Foto: Dilma encontra Lula em São Paulo

Foto enviada pelo Instituto Lula:

Cheios de estilo

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Jogo duro com ONG’s: Dilma está certa

Antes de mais nada, é preciso deixar claro que, em princípio, nada contra as ONGs. Muitas são sérias e muitas delas trabalham com a CUT em parcerias de pesquisa e difusão de ideias.

Mas ninguém pode ser contra a iniciativa do governo de passar um pente fino nos contratos e nas prestações de contas.

Devemos lembrar que o recurso a ONGs para cobrir lacunas no serviço público é uma herança do governo privatista do FHC, e que muitos de nós dos movimentos sociais sempre tivemos críticas ao uso indiscriminado dessas ONGs para realizar atividades típicas do serviço público.

As entidades que forem sérias vão passar ilesas pelo pente fino.

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PSDB cobra “taxa de retorno” de 25% sobre operações do Panamericano. Imagina se estivesse no Ministério do Esporte

O Estadão deste domingo relata que os executivos do banco Panamericano, antiga propriedade de Sílvio Santos, lutaram para evitar a derrocada e para isso procuraram políticos proeminentes.

O jornal teve acesso a e-mails da diretoria do banco que contam que o governador alagoano do PSDB, em 2006, fez a mala com o banco fraudulento e em troca cobrou 25% de todas as contas que o mesmo governo ajudou o banco a receber.

Chamada na capa? Destaque no site? Não…

Diga lá, você que acha que é preciso organizar marchas contra a corrupção: a Fifa é impoluta? E o PSDB?

Minha torcida pessoal é para que a presidenta Dilma não arrede pé de um mínimo de altivez em relação à Fifa, uma entidade que está acima do bem e do mal e do direito internacional (desculpem a rima pobre e involuntária) mesmo sem ter úm único representante canonizado pela igreja. E que o ministro Orlando Silva, do PC do B, vença a maré de denúncias que não tem outra motivação além da vontade de emparedar o governo diante da ofensiva evidentemente imperialista.

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Enem: sucesso da prova deste ano cala os críticos

O Enem foi uma das pautas deste fim de semana. E os jornalões, que tanto fizeram no ano passado para desacreditar o exame, registram neste domingo, de forma um tanto quanto singela e algo envergonhada, que a experiência atingiu a maioridade.

Que não interpretem este post como algo ligado à sucessão municipal em São Paulo. Nada a ver. O que digo aqui é que o projeto de mudanças inciado no governo Lula e que tem em Dilma a esperança de aprofundamento acertou mais uma.

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Confira o que a Folha não contou sobre as greves organizadas pela CUT neste ano

 

Texto publicado pelo jornal Folha de S. Paulo na segunda-feira, 10 de outubro, intitulado “Dilma muda relação com grevistas e irrita sindicatos” merece alguns comentários, por deixar algumas zonas cinzentas a tentar esconder suas verdadeiras intenções.

Uma das intenções do texto, que ficou clara tão logo os jornalistas procuraram a direção da CUT, era sustentar que Dilma se afasta do movimento sindical e que, sob seu governo, os sindicatos terão menos facilidades do que tiveram sob Lula – como se durante greves tivéssemos tido facilidades com o ex-presidente. Nada mais falso.

O texto da Folha faz parte da estratégia, já conhecida por todos que acompanham o noticiário político, de “descolar” Dilma daquilo que o PT e os movimentos sociais conseguiram consolidar durante o governo anterior e separar Dilma de Lula.

Porém, mais sub-repticiamente, parte da imprensa tenta agora construir explicações plausíveis para a reaproximação da cúpula da Força Sindical com o PSDB – cuja manobra mais visível e recente foi a presença de José Serra, sexta-feira passada, na sede daquela central. Esquiva-se de narrar que a Força, em sua trajetória errática, apoiou FHC e as reformas neoliberais e mesmo em 2006, depois de ter surfado no governo Lula, declarou apoio a Geraldo Alckmin nas eleições presidenciais daquele ano, para em seguida, ao notar a permanência e acertos de Lula, mudar de posição novamente.

Voltemos ao texto da Folha. Primeiro, a feitura da matéria. Os dois jornalistas que a assinam procuraram a CUT e entrevistaram o presidente da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Carlos Cordeiro, o diretor executivo da CUT e coordenador do serviço público na Central, Pedro Armengol, e este presidente da CUT, Artur Henrique.

Foram municiados com vários dados que não foram usados na matéria. Pedro Armengol, por exemplo, fez uma retrospectiva das greves comandadas pela CUT no serviço público federal durante os oito anos de governo Lula. Armengol informou, com riqueza de detalhes, como foram duras as negociações não apenas para conquistar algumas das reivindicações – muitas não foram atendidas – mas também para resolver o pagamento dos dias parados. Como é tradição no movimento cutista, sempre defendemos que o pagamento dos dias parados se resolve na negociação e deve passar pela reposição dos serviços acumulados durante a greve. E assim foi nas mobilizações daquele período: ninguém ganhou perdão de presente e sim, com responsabilidade, intensificamos o trabalho nas semanas e meses seguintes para colocar tudo em ordem.

Nisso tudo há um componente importante, que a Folha não consegue ocultar, ao contrário do que procurou fazer durante os anos Lula: a CUT sempre fez greve na defesa dos interesses dos trabalhadores que representa, não importa qual o governo.

E não foram pouco os impasses. Segundo Pedro Armengol informou à Folha, em 2009 e 2010, por exemplo, os trabalhadores e trabalhadoras do Ibama, do Ministério do Trabalho e Emprego e do FNDE (Fundação Nacional de Desenvolvimento da Educação) tiveram ponto cortado. Só que a CUT recorreu à negociação e conseguiu reverter a medida, trocando essa penalidade por reposição de serviço. As negociações incluíram a possibilidade de retomada das greves, além de horas a fio de negociações que por várias vezes vararam a madrugada.

O jornal também desprezou informações dadas em entrevista por este presidente da CUT. Questionado sobre o tal “endurecimento” do governo atual, provoquei: “O que vocês têm a dizer sobre a greve dos professores em Minas Gerais, que durou mais de 100 dias e foi marcada pela repressão por parte do governo do PSDB? E a greve dos professores no Ceará, onde vimos inclusive professores apanhando da polícia?”.

Diante do silêncio do repórter do outro lado da linha telefônica, emendei uma argumentação na seguinte linha: “Temos uma demanda aquecida, em que os trabalhadores querem com justiça uma parte dos resultados econômicos. Ao mesmo tempo, temos um vácuo legal, que é a ausência de obrigatoriedade de negociação no serviço público. Por isso que é necessário elaborar a legislação complementar da Convenção 151 da OIT e estabelecer de forma clara os deveres dos poderes das três instâncias de governo nos momentos de negociação coletiva ou impasses”.

Esse vácuo legal permite também o recurso, por parte do Poder Judiciário, aos interditos proibitórios, que criminalizam as greves e impõem limites físicos – como distância em metros entre grevistas e a empresa alvo da greve – que são, de fato, um desrespeito ao direito constitucional de se fazer greve.

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Nesta terça, às 17h, diante do Teatro Municipal de São Paulo, acontece ato em apoio à criação do Estado Palestino

Todos que acreditam no direito dos palestinos a um Estado soberano e livre devem comparecer – se estiverem na capital paulista – de ato político em defesa do Estado da Palestina Já. O ato, com a participação de entidades dos movimentos sociais e da CUT, acontece em frente ao Teatro Municipal de São Paulo, na praça Ramos de Azevedo.

É importante a manifestação, pois precisamos deixar claro que uma parcela significativa do povo brasileiro, representada pelos movimentos sociais, apoia a criação do Estado Palestino e é contra a posição que Israel e Estados Unidos vão defender na Assembleia Geral da ONU, que começa amanhã.

E essa mesma parcela da população, representada por todos que votaram em Dilma, falará amanhã a favor do Estado da Palestina, quando a presidenta defender a aprovação da medida e a aceitação da Palestina como membro pleno da ONU durante a abertura da assembleia da entidade.

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Juros altos sangram o orçamento do País e tiram recursos de programas de combate à miséria

“Os juros mais altos do mundo estão sangrando o Orçamento público para engordar banqueiros, rentistas e especuladores, alimentando uma espiral que não gera renda, não gera nada. Como há 15 anos estamos sangrando anualmente em torno de 7,5% do PIB para o pagamento de juros, faltam recursos para a EC 29 melhorar a saúde e também para aplicar os 10% do PIB na educação. Por isso estamos aqui para exigir a imediata redução dos juros, para impulsionar a produção nacional e o desenvolvimento”.

A afirmação é do presidente da CUT Nacional, Artur Henrique, que comandou na tarde desta terça-feira uma manifestação em frente à sede do Banco Central, na avenida Paulista, em São Paulo.. O objetivo do ato foi exigir a queda da taxa básica de juros (Selic) e protestar contra o aumento do superávit primário, decidido pelo governo federal.

O Conselho de Política Monetária (Copom), reunido desde esta terça, anuncia amanhã se reduz a taxa Selic ou a mantém como está.

Leia o texto completo clicando na página da Central Única dos Trabalhadores.

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