Ministro da Saúde diz que pasta precisa de mais dinheiro, mas acena com maior rigor sobre estados e municípios

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em entrevista à Rádio Brasil Atual, deu mostras de que pretende apertar a fiscalização sobre o uso dos recursos do SUS por parte de prefeituras e governos estaduais.

Ele anunciou que desde o dia 7 de abril o Ministério da Saúde está divulgando através de sua página na internet qual o volume de dinheiro que é repassado para cada município e estado da federação.

“Não podemos ficar esperando só da Presidência”, disse. “Precisamos fazer mais com o que já temos”

Porém, Padilha foi claro ao dizer que a Saúde precisa de mais verbas, de forma constante e planejada. Ele lembrou que a saúde privada gasta no Brasil duas vezes e meio mais que o SUS e que a média do investimento público com relação ao PIB, no Brasil, é de apenas 3,4% contra a média de 4,6% do PIB na América Latina.

Fazer mais com mesmo, segundo disse na entrevista, passa necessariamente pelo controle público da saúde, e criticou proposta paulista de destinar 25% dos leitos do SUS para clientes de planos de saúde.

A entrevista, concedida aos jornalistas Oswaldo Luiz Colibri Vitta e Marilu Cabañas, faz parte de uma série de reportagens especiais sobre a situação do SUS e os ataques que o sistema tem sofrido dos governos estaduais e municipais, como a entrega da gestão a organizações sociais.

A série é um trabalho importante e merece ser acompanhada. Clique aqui.

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