Precisamos acabar com as humilhações que os trabalhadores sofrem nas perícias do INSS

Muitos trabalhadores e trabalhadoras que vão ao INSS em busca de afastamento por doença ou acidente enfrentam humilhações e dificuldades causadas por má conduta de parte dos peritos médicos que lá prestam atendimento.

Podemos citar algumas dessas dificuldades e humilhações, entre as mais frequentes: suspensão dos benefícios antes mesmo que o trabalhador se recupere; o não reconhecimento da relação de causalidade de inúmeras doenças com o trabalho, em especial as LER-DORT e doenças mentais que hoje ocorrem em dimensões epidêmicas e são os principais motivos de afastamento do trabalho; o descompasso de tempo entre a cessação de benefício e a perícia para avaliar um pedido de prorrogação ou de reconsideração, o que deixa os trabalhadores por meses sem qualquer rendimento.

E, apesar de o próprio Ministério da Previdência Social ter decidido, recentemente, que os pacientes que procuram o INSS podem passar pela consulta com a presença de acompanhante, os peritos médicos tem se recusado a cumprir a norma. Inclusive como corporação, através de sua entidade nacional, os peritos pronunciaram-se contra essa medida do ministério.

Ou seja, algo que qualquer paciente espera – e consegue –  quando vai ao médico, ser acompanhado por familiar ou amigo, não é possível se esse médico for perito do INSS.

Os peritos também têm se oposto a outra medida do Ministério, a de reconhecer a validade do laudo de médicos assistentes. Conjugada com a liberdade de o paciente passar pela consulta com um acompanhante, a possibilidade de um médico assistente tomar decisões amplia as chances de humanização no atendimento do INSS – humanização compreendida como justiça e dignidade no trato e como acerto no diagnóstico.

Assim, além do direito dos pacientes, o código de ética médica vai sendo desrespeitado pelos peritos. Certamente por isso é que a corporação se sentiu tão incomodada com outra decisão do Ministério da Previdência, a de que os postos do INSS devem deixar à disposição dos pacientes um exemplar do código de ética. O incômodo foi tal que distribuíram, em nota pública, críticas à medida.

Essas críticas aos médicos peritos se fazem ainda mais imperativas hoje, 28 de abril, Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho. Pela mesma razão, a CUT e demais centrais sindicais brasileiras – CGTB, CTB, Força Sindical, NCST e UGT – lançarão uma campanha conjunta pela humanização das perícias médicas do INSS e pela observação do novo código de ética médica. Estes temas dizem respeito ao exercício dos direitos de trabalhadores contribuintes do Regime Geral de Previdência Social nas situações em que necessitam de afastamento do trabalho por motivo de doença ou acidente.

Trata-se de uma situação que, além do trabalhador contribuinte enquanto segurado e da seguradora – o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) – envolve os interesses de um terceiro elemento que são as empresas, cuja participação no sistema ocorre por meio do pagamento do seguro acidente de trabalho e do recolhimento e cotização das contribuições pagas à previdência social.

Foto de Parizotti

Em meio a esta relação, por natureza assimétrica e permeada de distintos interesses, cumpre às perícias médicas do INSS o papel de avaliar incapacidade laborativa para fins de concessão de benefícios previdenciários aos trabalhadores, isto é, avaliar restrições físicas e/ ou psíquicas advindas de acidentes e doenças que impeçam o trabalhador de desempenhar temporária ou definitivamente as suas funções no trabalho.

Este é o ponto nevrálgico, por colocar em jogo, de um lado, a garantia das condições de subsistência do trabalhador e de sua família, direito básico, essencial, assegurado constitucionalmente no sistema de seguridade social brasileiro, e, de outro lado, a responsabilidade pela proteção social e pela reparação dos danos causados à saúde e à vida pelo trabalho, equação que no caso dos contribuintes da Previdência Social envolve o Estado e os empregadores.

No entanto, além das injustiças já citadas, é sabido, ainda, que muitos peritos trabalham simultaneamente no INSS e como médicos do trabalho de empresas, situação que contraria o preceito ético de imparcialidade, além de favorecer um preconceito predominante há décadas no INSS, o de que o trabalhador é um fraudador que simula doenças para obter benefícios. É sob este tipo suspeição que milhares de homens e mulheres fragilizados por estar feridos ou adoecidos são avaliados pela perícia.

Por fim, vale dizer, ainda, que apesar do termo “acidente” evocar eventos fortuitos, casuais, imprevisíveis e de responsabilidade difusa, pode-se dizer, sem risco de errar, que praticamente todos os danos causados à saúde e à vida pelo trabalho são absolutamente evitáveis, posto que são decorrentes de escolhas técnicas e organizacionais previamente planejadas e controladas pelos empregadores.  Assim, longe de serem fruto de atos inseguros ou negligência dos trabalhadores, os acidentes e doenças do trabalho denunciam uma lógica de organização da produção e do trabalho nocivas à saúde.

Trata-se de um grave problema social e de saúde pública que precisa urgentemente ser enfrentado. Para se ter uma idéia, só em 2009 os dados oficiais da Previdência Social indicam o registro de 723.452 acidentes e doenças do trabalho. Parte destes acidentes e doenças resultou no afastamento das atividades de 623.026 trabalhadores devido à incapacidade temporária, sendo 302.648 até 15 dias e 320.378 com tempo de afastamento superior a 15 dias. Deste total 13.047 trabalhadores ficaram permanentemente incapacitados, aposentado-se precocemente em plena idade produtiva, e 2.496 pessoas morreram por acidente de trabalho, o que corresponde a cerca de 1 morte a cada 3,5 horas, se considerada a jornada diária de 8 horas.

Considerando que este ano trabalhadores, empresários e governos estarão debatendo  e construindo propostas de implantação do Trabalho Decente no País e que a responsabilidade social tem sido ultimamente o principal jargão das empresas, neste 28 de Abril – Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças e Doenças do Trabalho, chamamos a atenção para este grave problema e conclamamos a sociedade em defesa da vida,  da saúde e dos direitos sociais historicamente conquistados.

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24 Comentários

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24 Respostas para “Precisamos acabar com as humilhações que os trabalhadores sofrem nas perícias do INSS

  1. Moacir Fernandes

    Sr. Artur, e como senão bastasse toda essa humilhação, os peritos nem sempre são os das respectivas áreas, ou seja, tem genicologista periciando fratura no ombro de operário da construção civil e, óbvio, negando o auxílio previdenciário. Absurdo total. Temos que reagir e agir sim.

  2. Nilva

    Há muitos anos eu carrego o Código de Ética Médico comigo. Infelizmente já o usei algumas vezes quando acompanhei minha irmã que sofreu um AVC, não se lembrava de nada e os médicos do INSS proibiam a entrada de acompanhante. Na época eu usava o código antigo cuja essência era a mesma do atual.

  3. Anderson

    “apesar de o próprio Ministério da Previdência Social ter decidido, recentemente, que os pacientes que procuram o INSS podem passar pela consulta com a presença de acompanhante”
    Onde foi dito isto? ( o direito de vetar acompanhantes está previsto em parecer do Conselho Federal de Medicina!)
    “Os peritos também têm se oposto a outra medida do Ministério, a de reconhecer a validade do laudo de médicos assistentes”
    Onde foi dito isto? (médico assistente que emite opinião sobre benefício previdenciário viola norma ética – vide Resolução 1851/2008 CFM e sua exposição de motivos)
    Quanta besteira senhor!
    Anderson (perito, trabalhador)

    • Meu caro, qualquer um que queira ter um acompanhamento na consulta, seja ela qual for, tem o DIREITO disso. Resolução do CFM não se sobrepõe a isso. Quanto ao laudo do assistente, digo-lhe: é difícil compartilhar poder, não é?

      Quanto apreço ao CFM, senhor!

      • roberto

        A liberdade de imprensa e regulada pela lei geral de telecomunicaçoes, pelo DENTEL, departamento nacional de telecomunicaçoes!!
        No entanto, a Lei 11.907 / 2009, em seu Artigo 30, parágrafo 3, assim coloca: “compete privativamente aos ocupantes do cargo de Perito Médico Previdenciário ou de Perito Médico da Previdência Social …, em especial a: (I) emissão de parecer conclusivo quanto à capacidade laboral para fins previdenciários.”

        Súmula 32 do TST: “Presume-se o abandono de emprego se o trabalhador não retornar ao serviço no prazo de 30 (trinta) dias após a cessação do benefício previdenciário nem justificar o motivo de não o fazer.”
        Lei 605 / 49, Art. 6, Parágrafo 2º: “A doença será comprovada mediante atestado de médico da instituição da previdência social a que estiver filiado o empregado, e, na falta deste e sucessivamente, de médico do Serviço Social do Comércio ou da Indústria; de médico da empresa ou por ela designado; de médico a serviço de representação federal, estadual ou municipal incumbido de assuntos de higiene ou de saúde pública; ou não existindo estes, na localidade em que trabalhar, de médico de sua escolha.”

        Comentário: essa lei deixa clara a hierarquia existente entre os atestados médicos para fins de abonos de faltas ao trabalho. Nessa hierarquia, o atestado de médico da instituição da previdência social prevalece sobre o atestado de médico da empresa ou por ela designado.

        Súmula 15 do TST: “A justificação da ausência do empregado motivada por doença, para a percepção do salário-enfermidade e da remuneração do repouso semanal, deve observar a ordem preferencial dos atestados médicos, estabelecida em lei.”

        Comentário: em outras palavras, essa Súmula diz que deve ser obedecido primeiro a decisão do Médico Perito do INSS, para só depois, a decisão do Médico do Trabalho / Médico Examinador.

        A LEGISLAÇAO FOI DEFINIDA PELO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO, NAO PELOS PERITOS!!
        SO RESPEITAMOS A LEI QUE E FEDERAL,

      • Anderson

        Mais uma vez o Senhor demonstra desconhecimento total sobre a matéria: perícia médica NÃO É CONSULTA. Consulta é ato emanado durante o exame assistencial, e perícia não é ato assistencial.
        Quanto ao “compartilhamento” de poder com o médico assistente, que vossa senhoria informa, não haveria problemas; só que, virtualmente, 100% dos segurados que chegam ao INSS trazem um atestado informando que estão inaptos, o que ignora toda a razoabilidade (é como se todos fossem honestos, o que não é verdade – apesar de ter convicção de que a maioria dos que nos procuram o são).
        Há uma proposta de que o atestado dos 120 primeiros dias venha pelo médico assistente (sinceramente? torço para que seja implementada; não dou 6 meses para que essa norma caia por razões que, para mim, são óbvias).
        Há muito a melhorar na perícia, mas atitudes belicistas, como as que a CUT vem promovendo, só estão agravando o problema.
        Anderson (perito, trabalhador)

  4. Gothardo Garcez Vilete

    Bom dia Arthur, oportuna essa matéria, pois sou vitima dessa corja, e estou trabalhando de forma irregular na empresa, afastei-me para readaptação em outra função, por motivos de doença do trabalho, inclusive reconhecida pela empresa, foi aberto CAT.
    Porém para esse afastamento de readaptação a empresa não reabriu o CAT e colocou código de doença comum, a médica constatou o erro e em vez de questionar a empresa, questinou a mim e deu alta como apto ao trabalho.
    Interessante que quando são agredidos saem como vítimas, não defendo agressões, mas que da vontade de agredir isso não tenho dúvidas, passei por isso e tive que me conter.
    Abraços.

  5. João Cleber

    Ética mesmo é fazer festa no dia do trabalhador com o patrocínio de empresas privadas, inclusive bancos, os mesmos bancos que são acusados de assédio moral, causar LER/DORT.

    Precisamos é humanizar a CUT e acabar como o imposto sindical. Se quiserem beber Romanée-Conti que paguem do próprio bolso…

    Uma pergunta: há quanto tempo o senhor não pega no pesado?

    • Eis aqui o exemplo acabado do preconceito, da mania de achar que um trabalhador, por definição, tem más intenções. João Cleber, vc que tem nome de humorista de má qualidade, saiba que num só dia trabalho provavelmente mais do que vc num mês.

  6. jose carlos azevedo

    fala-se muito sobre a violencia hurbana fisica habiental social moral etc .mas nao vejo falar sobre a violencia na etica neste caso A etica medica ,profisionais que aus poucos esta perdendo o glamur da profisao deles que no codigo de etica ,esta claro qual a prioridade profisional .mas na previdencia eles estao se” protituindo” desculpi-me a espressao.trocaram a chibata pelo indeferimento.

  7. Delio

    Os médicos peritos do INSS em nome do sigilo durante o atendimento cometem absurdos com os trabalhadores deste país. Sou servidor do INSS e posso afirmar com propriedade que há imensos desrespeitos, pois muitos médicos, a maioria, infelizmente, sempre acredita que diante dele está uma faxineira fraudadora, um taxista fraudador etc. Porém, quando um médico perito passa por uma perícia,raramente o resultado é um indeferimento do seu pedido de licença para tratamento de saúde. Façam um levantamento para ver o percentual entre o nº de pedidos de licença de peritos médios e nº destes mesmos pedidos que são indeferidos, façam a comparação dos mesmos dados em relação aos trabalhadores

  8. Barbara

    Sabemos todos os dias de relatos de pessoas conhecidas, que sabemos ser honestas,e muitas das vezes muito humildes que são desrespeitadas pelos médicos peritos do INSS.São absursos inacreditáveis que ocorrem rotineiramente.Conclamem a população para registrar tais relatos na ouvidoria. Que registrem areclamção ou a denúncia que pode ser anônima, mas registre. Basta ligar 135 e registrar

  9. Barbara

    O que ocorre nas perícias médicas do INSS é um mar de violência. Porque falar um humanização da perícia médica? Por que há desumanização,não é mesmo?

  10. mayra

    olha o que tenho a dizer que minha mae trsbalha num supermercado como padeira e confeiteira.sozinha sem ajudate e machucou a coluna e tendinite nos dois braços coluna lombar cervical degenerativa cronica,e cada pericia uma humilhaçao pois ela tava de calça jens eo perito queria que ela tirasse a calça pra ele ver as pernas dela.ela nao tirou e ele disse vai trabalhar que uma mulher como voce nao tem e nada.e agora ela sofreu um avc cerebral.e ficou com sequelas na fala entao foi fazer a pericia o perito nem olhava pra rosto dela e começou a humilhaçao o preconceito dizendo que ela tava fingindo ser brasileira por ela falar tudo errado. vcs nao tem noçao do que as pessoas passam diante de um perito do inss e uma vergonha isso acontecer aqui no brasil gostaria que vcs me respondesse porque ele nao passou ela na pericia com todos os laudos medicos o qual ela faz tratamento obrigado

  11. val

    Trabalho num cal center a mais de 15 anos,adquiri varias
    doenças do trabalho,Bursite nos dois ombros,tendinite nos
    punhos,varios problemas na coluna,e uma artropatia na mão.
    Na primeira pericia levei o CAT….mais de nada valeu…
    Pois atendo 700 ligações a cada 6 horas,e o perito disse
    que não tinha nada a ver com o trabalho…Me poupe,levei
    laudos,exames,receitas,tudo comprovado…
    Fiquei um tempo na pericia com doença comum…Esse ano
    comecei a ganhar alta atras de alta,sem a menor condições de voltar
    ao trabalho,trabalhei um dia e no outro mal conseguia levantar os braços
    de tanta dor,fora as dores da fibromialgia….Como pode, eles dizem
    Que se a pessoa esta incapacitada pro seu trabalho, permanece na pericia
    mas na pratica não é isso que acontece.É humilhação atras de humilhação
    Estou com minhas contas todas atrasadas,ja estou sem comida em casa,estou sendo ajudada pelos parentes….Mal consigo fazer o trabalho
    de casa fora a depressão de se sentir inutel…
    Estamos jogados as traças.

  12. Paulo

    É muito fácil pra vocês fazerem críticas à classe trabalhadora dos peritos. Se eles existem e estão lá no INSS é porque são necessários e fazem seu trabalho baseados no que a lei preconiza. Eu acho engraçado que todo mundo acha que é médico e que pode fazer o trabalho deles, criticam como se pudessem fazer igual ou melhor. No entanto não teriam jamais a capacidade intelectual que eles possuem, não têm sequer a capacidade de escrever direito. Se a atividade de perito existe, é porque a desonestidade e possíveis fraudadores também existem. Não sou médico, nem muito menos trabalho na área da saúde, mas sou trabalhador de uma grande empresa que possui um contingente de funcionários muito grande, e já precisei passar por perícias. E diga-se de passagem, fui muito bem atendido por todos os peritos que me avaliaram, mesmo quando o meu benefício foi encerrado. Ah, e digo mais, a função deles é de muita importância sim, pois como trabalho em uma grande empresa, estou cansado de ver funcionários lá tentando dar o golpe, que não têm nada de doença que alegam ter e conseguem atestados não sei como, gente que se diz em tratamento de depressão com psiquiatra e que a gente encontra no happy hour ou na balada. Deixem os peritos trabalhar em paz, eles já sofrem estresse demais no seu dia-a-dia de ter que atender tanta gente com pensamentos negativos em relação a eles!

  13. maurilia

    Estou gravida de 6 meses e estou de licença o medico me deu 60 dias e a perita do INss me deu 30 dias e me disse que gravidez não é doença e que eu tirei licença muito cedo e que tem pessoas que estão piores que eu que trabalham normalmente,procurei um medico especialista para saber se podia voltar ao trabalho e ele disse que não me deu um atestado e um laudo medico com os riscos cirurgicos, voltei na pericia do INss a medica não olhou nem meu atestado nem o laudo medico e me deu 5 dias apenas disse que pra ela não precisa ver atestado que eu tinha que trabalhar só que a pericia do estado me disse que não estou apta para o trabalho o que fazer faz 3 dias que só ghoro e estou envergonha diante de tudo que passei.

  14. nome é Jorge Luiz da Silva
    Residente na Rua Dr. Antonio Jose Araujo ,416
    Na cidade de Meu Santo Antonio de Jesus –Ba
    Venho através dessa pedir ajuda, pois acho que o que esta acontecendo comigo é uma injustiça, pois sou deficiente físico por conseqüência do destino tive uma perna amputada e certa vez assistindo uma reportagem na TV vi dizer que todo deficiente físico tem direito a uma salário mínimo por mês , então fui procurar o INSS aqui em Santo Antonio de Jesus –Ba marquei uma pericia e o Sr.Dr. Idelbrando de não sei o quê me disse que eu não tinha nada, pra eu tomar vergonha e ir trabalhar, foi o que fiz, virei as costas e fui procurar emprego, trabalhei 8 anos na prefeitura desta cidade depois fui pra Salvador prestar serviços a Petrobras (empresa brasileira de petróleo )na função de auxiliar administrativo através da associação de deficientes físicos (ABADEF) trabalhei 3 anos por essa empresa prestando serviços a Petrobras, depois entrei em uma empresa que prestava serviços a mesma chamada cetead- Centro Educ. de Tec. em Administração, empresa essa de parentes de chefes da Petrobras o que já é irregular, trabalhei 5 anos prestando serviços a Petrobras junto a essa empresa então por ser deficiente físico e o indo e vindo subindo escadas em ônibus pare chegar a empresa, contrai lesões nos braços e na Mao, fui afastado do serviço fiquei recebendo auxilio doença por um ano junto ao INSS, depois de uma ano o INSS me deu alta dizendo que eu estava bom, procurei três médicos ortopedistas esses constataram que eu não tinha condições de voltar a trabalhar, fui procurar a empresa cetead, essa então me disse que a Petrobras rompeu o contrato que ela e era pra eu procurar a Petrobras, então fui procurar a Petrobras , chegando lá o Sr Marcus Rocha diretor da AMS( assistência Multidisciplinar de saúde), meu local de trabalho, me falou que era pra eu procurar a justiça do trabalho através de um advogado, indicado por eles os advogados Eliel de Jesus Teixeira; 00517A-BA Jorge Francisco Medauar Filho,cujo o endereço comercial é em frente a empresa Petrobras no conjunto Pituba no Itaigara e é esse um dos motivos pelo qual estou pedindo ajuda eu não confio nesses advogados gostaria que a imprensa me ajudasse ou me indicasse alguém pra investigar os contratos desta empresa, pois não é a primeira vez que isso acontece eles estão agindo de má fé já ficaram sem pagar os direitos trabalhistas de quatro empresas contratadas cetead , Ravelle, e outras que não lembro o nome, o que eles fazem colocam 50, 60 pra fora sem direitos a nada e os outros da uma cala boca(contrata outro empresa e colocam pra trabalhar novamente) e diante das condições de trabalho , os funcionários aceitam sem reclamar , é isso ou rua e briga na justiça .queria que alguém da impressa verificasse esses contratos com dessas empresas .
    Resumindo meus advogados marcaram uma audiência e o Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz André Luiz Amaral Amorim Titular da 3a Vara do Trabalho de Salvador, que solicitou uma prova pericial e designou o perito a realizar a pericia, fiz a pericia, não sei o que houve pois a perita Eliana Cristina Da Gama Blumetti Rua Cícero Simões, 119, Ap.102, – Ed. Mansão Richard Strauss, Vela Branca Pituba – Salvador – Ba Cep:41.830-475 Telefone3353/7172/99899960 Insc. INSS /Nit 17012666011 me afirmou me examinando e através dos exames médicos, que minhas lesões eram sim causadas pelo tipo de serviço que prestava e que iria lá no local de trabalho comprovar, coisa que não fez, finalizou a pericia com resultado que ate a data de hoje não sei, passada quase um ano meu advogado me liga dizendo que era pra eu fazer outra pericia em outro local com a mesma perita,chegando lá
    Me colocaram pra subir três andares de escadas como eu não tinha opção e pra adiantar o processo eu me esforcei e conseguir subir , eu entrar na sala ela me perguntou eu não já fiz sua pericia por você novamente ? feita a pericia , perguntei pra ela se ela esteve no local de trabalho ela me falou que não precisaria e me afirmou novamente que minha lesões eram sim causadas pelo serviço que eu fazia , quando vou ver o resultado da sentença do processo
    que no dois 2 dois laudos apresentados demonstrou de forma clara que não existe doença de origem ocupacional, que diabos de doença ocupacional e essa que 3 médicos ortopedista atesta que eu estou impossibilitado pra assumir minha função, e meus direitos trabalhistas será que eu teria que esta entrevado na cadeira de rodas pra essa perita,o INSS e Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz André Luiz Amaral Amorim reconhecerem que estou doente que eu não estou apto ou trabalho? segundo o um medico ortopedista Dr. Teófilo se eu não fizer fisioterapia constante é o que vai acontecer , a cada dia que passa estou perdendo os movimentos dos braços e mãos e aqui na cidade de Santo Antonio de Jesus não tem fisioterapia pelo SUS e não tenho condições de pagar, peço que alguém me ajude e fiscalize essas empresas para que outros não sejam sacrificados como eu .
    Agradeço pela atenção e aguardo respostas.
    JORGE LUIZ DA SILVA

    • jacomil jacare

      Olá Jorge luiz , faça pesquisa sobre essa perita e veja se voce acha algum vinculo dela com as empresas, porque ela esta vinculada a outras empresas, e o médico para a sua situação não é ela .
      Obs deixe a resposta por aquitambem.

  15. karla

    ESTOU AQUI PARA FALAR DO MEU CASO ME AFASTEI DO TRABALHO COM O CID 10,CID32.1CID41.0,3MESES ME CONCEDERAM O BENEFICIO
    TODO MES TINHA QUE LEVAR O LAUDO DE TRATAMENTO COM O PSIQUIATRA,FORAM 6 MESES EU AFASTADA SÓ RECEBI 3 MESES POIS 3 MESES MIM NEGARAM MESMO COM O LAUDO MÉDICO RETORNEI A EMPRESA PARA TRABALHAR,ESTOU PASSANDO CONSTRANGIMENTO POIS AS MEDICAÇÃO QUE TOMO ME DEIXA SONOLENTA E NÃO CONSIGO ME CONCENTRAR DIREITO,MEU SERVIÇO É PRODUÇÃO TRABALHO NUMA LAVANDERIA,ESTOU PASSANDO MAL DENTRO DA EMPRESA ME DÁ CRISES DE CHORO,TENHO FALTADO PORQUE NÃO ESTOU CONSEGUINDO ME POSICIONAR NOS HORÁRIO E ISSO ESTA ME DEIXANDO PIOR,QUERO AJUDA JÁ PENSEI EM PEDIR AS CONTAS MAIS SEI QUE VOU PERDER MEUS DIREITOS…

  16. clau

    gente, não sei o que fazer. Ano passado fiquei afastada por 5 meses por tendinite, epicondilite etc.. A empresa se negou a fornecer a CAT e o afastamento foi por B31. De tantas negativas do INSS voltei a trabalhar em dez/2011, só que não estou aguentando de tanta dor e inflamações nos dedos e braço direito. Tenho um processo no INSS mas só vou fazer a perícia em jul/2012, o que eu faço?

  17. infelismente peritos do inss sao monstros. pois faco quimioterapia direto e me deram alta. faco hemogramas todos os meses e as vezes de 10 em 10 dias durante 4 anos e me deram alta.
    o desespero e grande pois a empresa nao aceita trabalhar e o inss da alta enquanto isso a gente passa fome pois fica sem nenhum salario.
    quem das autoridades do inss um dia vai ser humilde com o cidadao doente? quando? porque os peritos ganham salarios altissimos e nos menos de 1000 reais no mes todo e eles ganham isso em menos de um dia nem e quer sabem do sofrimento dos tratamentos com quimio e nos dao alta? queria ver eles tomando uma injecao todo dia.
    mas Deus e grande!!! Deixa eles se acham reis.
    SO QUE DEUS ESTA VENDO . NAO PENSEM QUE NAO.
    E AINDA SAO GROSSOS, HUMILHANTES, E RIEM NA CARA DA GENTE
    NOS NEGANDO UM DIREITO NOSSO POR JUSTICA, POIS HA 25 ANOS PAGUEI INSS SEMPRE DESCONTADO NAS FOLHAS DE PAGAMENTOS E HOJE ME E NEGADO O DIREITO DE GANHAR UMA MERRECA PARA MEDICAR E MESMO ASSIM A NEGAM SE ACHANDO REIS DOS REIS.
    TUDO BEM SENHORES PERITOS CONTINUEM TRATANDO O SER HUMANO ASSIM..QUEM SABE UM DIA SEUS FILHOS PRECISARAM DESSE BENEFICIO. SAUDE PRA VOCES.

  18. renato fabiano

    Passei minha irma hoje pela percia no inss, ela que foi afastada com cid 10 f32.3 e desde de maio não sai de casa, permanecendo apenas no quarto e ate para higiene e necessidade tem que estar acompanhada, ja que se recusa a ficar sozinha, porem nao é agressiva, vindo a ter crise de choro e delirios dizendo que esta sendo perseguida, mantendo um amigo imaginario com quem conversa a maior parte do tempo. ao chegar no posto fomos bem atendidos, mas, ao entrarmos na sala o medico com grosseria mandou eu sair da sala e disse que se não a deixasse sozinha com ele, nao realizaria a pericia. sai e a deixei chorando porem calma , apos uns 5 minutos fui chamado pelo segurança que pediu pra eu ir busca-la. encontrei a minha irma chorando muito e estava encostada na parede no corredor afastada da sala. o medico que a atendeu me entregou o papel com 30 dias de afastamento e nao me disse o que aconteceu, ja que ela estava descontrolada, falando sozinha e tremendo de medo. fiquei horrorizado com tudo isso,nao consigo entender o que possa ter ocorrido. ao chegar ela se isolou ainda mais de todos nós e se recusa a comer e sair da cama. permanecendo chorando e conversando sozinha muito agitada. Como pode a pessoa ir passar em uma pericia e voltar pior? o q devo fazer? no proximo dia 30 ela tera medico novamente e tenho certeza que esta pedirá novamente afastamento. tenho medo de leva-la para pericia novamente. conversei com algumas pessoas que la estavam e essas me falarm que minha irma tinha passado com o pior perito. e que ele era mal educado e sempre negava os beneficio…..absurdo… Renato

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