Humala caminha para a vitória e promete combinar políticas sociais amplas com PPP’s para a infraestrutura

Ollanta Humala, ao que indicam as pesquisas de boca-de-urna, vai vencer as eleições presidenciais no Peru. O jornal La Republica, às 11h (horário de Brasília) informava que o candidato da coligação Ganha Peru tinha 51,4% dos votos já apurados, contra 48,6% de Keiko Fujimori. Até então, quase 89% das urnas já haviam sido abertas.

A vitória de Humala representa mais um passo, extremamente importante do ponto de vista estratégico, para ampliar o processo de mudança democrático e popular em nosso continente.

Em entrevista ao jornal Pagina 12, no fim de semana, Humala prometeu fazer um governo de concertação, com “prudência” na condução da economia – ele cita o Brasil como exemplo a ser seguido, neste trecho da entrevista – mas garante que não vai abrir mão de alguns de seus projetos de caráter social.

Ele promete criar a Pensão 65, programa para garantir aposentadorias a maiores de 65 que hoje não recebem nada. Garante que vai levar merendas às escolas. Outra promessa é criar um salário mínimo nacional equivalente a U$ 220 dólares.

Humala admite que vai recorrer às parcerias público-privadas para ampliar investimentos em infraestrutura, item no qual o Peru registra grande déficit.

Promete também ampliar o programa Juntos, que investe U$ 35 dólares para as pessoas abaixo da linha de pobreza, de 500 mil para 900 mil beneficiários.

Humala, que enfrentou dura eleição – o atual presidente Alan Garcia, defensor da candidatura da filha de Fujimori, é acusado de recorrer até a grampos no gabinete de campanha de Humala para tentar impedir sua vitória – solapa as pretensões de que herdeiros políticos do período Fujimori retornem ao poder.

O período Fujimori, coincidente com o auge do neoliberalismo em nosso continente, foi marcado pelo extermínio de jovens, esterilização forçada de mulheres pobres, abusos de todos os tipos tendo como justificativa o combate à guerrilha, e a submissão total do Consenso de Washington, que aprofundou as desigualdades sociais do Peru. O país registrou crescimento econômico acima da média do continente, mas a imensa maioria da população permanece na pobreza.

Leia entrevista do futuro presidente do Peru ao jornal Pagina 12 clicando aqui.

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