Denúncia grave da IstoÉ: imposto sindical cria indústria de sindicatos fantasmas no Brasil

Reportagem da revista IstoÉ desta semana revela um esquema que nós, da CUT, já conhecíamos há tempos e vínhamos denunciando diretamente ao governo e à imprensa.

Existe no Brasil uma verdadeira indústria de criação de sindicatos fantasmas, ou seja, sem trabalhadores filiados, a partir de estratagemas financeiros.

Insisto: esta verdadeira indústria de sindicatos é resultado direto da existência do imposto sindical.

O imposto sindical é um desconto compulsório de um dia de trabalho de todo o trabalhador brasileiro que tem carteira assinada. A imensa maioria desses brasileiros nem sabe para qual sindicato esse dinheiro é direcionado depois. São milhões de reais.

Por conta desse dinheiro, é possível que um sindicato sobreviva e ganhe muito dinheiro sem fazer nada. A entidade vai receber a verba independentemente se faz ação sindical ou não, se faz campanha salarial ou não, se aparece ou não nos locais de trabalho para saber se os trabalhadores da base estão precisando de alguma coisa.

A CUT, que desde a sua fundação defende o fim do imposto – e que tem muitos sindicatos, como o meu, que devolvem o dinheiro compulsoriamente retirado do assalariado – continua envidando esforços para acabar com o imposto, classificado ontem pelo presidente do TST, João Oreste Dalazen, como uma “excrescência”.

Enquanto houver o imposto, vão continuar existindo sindicatos que nada fazem e que, por conta disso, emperram a verdadeira luta pelos direitos dos trabalhadores e impedem que o mercado de trabalho no Brasil seja mais justo e digno.

Precisamos acabar com o imposto. E colocar no lugar dele uma contribuição que só será cobrada se os trabalhadores da base dos sindicatos aprovarem o desconto em assembleia.

Se esse tipo de tema for debatido em assembleia – que deve ser ampla e antecipadamente divulgada entre os trabalhadores da base – dificilmente um sindicato de fachada vai conseguir receber o dinheiro. Sim, porque durante a assembleia o sindicato vai ter de provar que trabalha, que luta pelos seus trabalhadores, associados ou não.

Para coroar esse esforço por uma profunda mudança na estrutura sindical brasileira, em que sindicatos atuantes prevaleçam e onde o direito dos trabalhadores seja de fato defendido, é preciso ratificar a Convenção 87 da OIT – com a consequente aprovação do contrato coletivo nacional e um lei de práticas antissindicais.

Leia a assustadora reportagem da revista IstoÉ clicando aqui.

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3 Comentários

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3 Respostas para “Denúncia grave da IstoÉ: imposto sindical cria indústria de sindicatos fantasmas no Brasil

  1. Pingback: Twitted by maria_fro

  2. Estão debatendo esse assunto sobre sindicatos sem impostos bem interessante nessa rede …

    http://www.redefap.org.br/index.php/rede/groups/viewgroup/8-sindicato-bom-e-sindicato-sem-imposto

    Abraços !

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