Arquivo do mês: setembro 2011

Projeto de reforma sindical volta à pauta do Congresso Nacional

Saiu no portal da Rede Brasil Atual, em texto assinado por Evelyn Pedrozo: o projeto de reforma sindical, cujo texto foi elaborado no Fórum Nacional do Trabalho entre os anos de 2003 e 2005, voltou à pauta do Congresso.

Eu fui o representante da CUT durante os debates e a proposta de consenso que conseguimos construir – entre todos os setores do movimento sindical de trabalhadores e empresários – avança bem na mudança da estrutura que existe hoje.

Resta esperar para ver ser a proposta caminha – há muitas resistências – e se o texto original está mantido.

Leia o texto clicando aqui.

 

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Intelectuais, artistas e movimentos sociais assinam manifesto criticando a Comissão da (Meia) Verdade

A CUT é uma das signatárias de manifesto que pede correção de rumos no projeto que instala a Comissão da Verdade. Tal como está, segundo o manifesto, a comissão sairá “enfraquecida”. O projeto pode ser alterado no Senado.

Leia o texto:

“O PL 7.376/2010, que cria a Comissão Nacional daVerdade, está prestes a ser votado no Senado em regime de urgência urgentíssima, agora sob a designação PLC 88/2011*.

A aprovação do PL 7.376/2010 sem qualquer alteração, como quer a presidenta Dilma Rousseff, terá como resultado uma Comissão Nacional da Verdade enfraquecida, incapaz de revelar à sociedade os crimes da Ditadura Militar que governou o país entre 1964 e 1985.

Nós, representantes de associações de ex-presos e perseguidos políticos, grupos de familiares de vítimas da Ditadura Militar, grupos de direitos humanos e outras entidades engajadas na luta pela democratização do Brasil, pressionaremos o Parlamento e lutaremos até o fim para que sejam alterados diversos dispositivos deletérios do PL 7.376/2010.

Caso esses dispositivos sejam mantidos no texto, farão da Comissão Nacional da Verdade uma farsa e um engodo.

O texto atual do projeto estreita a margem de atuação da Comissão, dando-lhe poderes legais diminutos, fixando um pequeno número de integrantes, negando-lhe orçamento próprio; desvia o foco de sua atuação ao fixar em 42 anos o período a ser investigado (de 1946 a 1988!), extrapolando assim em duas décadas a já extensa duração da Ditadura Militar; permite que militares e integrantes de órgãos de segurança sejam designados membros da Comissão, o que é inaceitável.

Para ler o texto completo e conhecer seus signatários clique em  comissão_deverdade.

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Em video, Comisiones Obreras da Espanha convocam os jovens a sair às ruas contra a crise

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Francês desmonta jornalistas brasileiros que tentam desqualificar título de Lula. Quem conta a história é um argentino

O jornal Página 12 e seu repórter Martin Granovsky contam como foi entrevista coletiva entre jornalistas brasileiros e Richard Descoings, diretor da Sciences Po, instituição francesa que concedeu a Lula o título de doutor honoris causa.

O argentino, talvez perplexo com o comportamento dos brasileiros, intitula seu texto como “Escravagistas contra Lula”.

Saborosa mesmo é a descrição das respostas atiladas e cortantes do francês às provocações dos jornalistas.

Leia clicando aqui.

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Outra prova da capacidade dos trabalhadores organizados: em Mococa, cooperativa salva empresa falida e vai construir nova sede

Na página da CUT, texto de Marize Muniz relata como um grupo de trabalhadores de uma metalúrgica em Mococa (SP), que assumiu o comando da empresa quando ela estava em estado falimentar, conseguiu obter esta semana um empréstimo do BNDES para construir uma nova planta industrial.

A trajetória desses trabalhadores teve apoio da CUT e de suas entidades de fomento e assistência técnica na área de economia solidária.

Vale a leitura. Clique aqui.

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Financiamento da EC 29: em debate na Folha, duas opiniões nem tão conflitantes assim

No último sábado, a Folha de S. Paulo publicou um artigo em que eu defendo a necessidade de ampliar o repasse de verbas para a saúde pública, por conta da regulamentação da EC 29.

Proponho, no artigo, a aprovação do imposto sobre grandes fortunas para esse fim. Completo agora que, se aprovado, esse imposto deveria ter as verbas dele recorrentes “carimbadas”, ou seja, que sejam destinadas a um fundo específico, com gestão acompanhada pela sociedade, para evitar desvios de finalidade.

Em meu texto, repondo a pergunta formulada pelo jornal: “Deve ser criado um novo imposto para financiar a saúde pública no Brasil”. A mim coube responder que sim.

Na mesma página, a professora Maria Cristina Sanches Amorim, da PUC-SP, responde que não. Porém, nossas opiniões não são tão conflitantes como pode parecer.

A professora, além de afirmar a “legitimidade indiscutível dos gastos governamentais com a saúde” e de defender a regulamentação da EC 29 – que determina um piso de gastos do orçamento para municípios, estados e governo federal – argumenta que haveria mais recursos para a saúde se o dinheiro gasto para a rolagem da dívida pública fosse reduzido.

Maria Cristina lembra que a cada redução da taxa Selic, sobra dinheiro, que poderia ser usado para esse objetivo de incrementar a saúde pública.

Concordo com ela, e a CUT tem se batido contra as altas taxas básicas de juros desde sempre.

Por outro lado, em nome da justiça fiscal, a proposta da taxação das grandes fortunas permanece justa, com a vantagem de, se bem formulada e aprovada, ter aplicação pré-determinada e passível de controle.

Bons debates esses dois, do qual não podemos nos furtar.

Para ler meu artigo, clique em artigo_EC29.

Para ler o artigo da professora Maria Cristina, clique em artigo_EC29_b.

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Filme registra reações e comentários de Lula enquanto ele assiste imagens de si mesmo feitas 30 anos atrás

Do lado esquerdo da tela, o Lula de hoje meneia a cabeça como a relembrar cada palavra daquele Lula que, do lado direito da mesma tela, dá uma entrevista trinta anos atrás, durante a 1ª Conclat (Conferência da Classe Trabalhadora), realizada em 1981.

Cena do filme "Lula Relembra Conclat 30 Anos Depois"

O que se desenrola na tela é o filme “Lula Relembra a 1ª Conclat 30 anos Depois”, produção da CUT e da Tatu Filmes com participação da ViaTV. A primeira metade da fita, finalizada no segundo semestre deste ano, registra as reações do ex-presidente enquanto ele assiste a si mesmo durante uma exibição do filme “1ª Conclat”, realizado pelo diretor Adrian Cooper em 1981 – o único registro audiovisual do grande encontro de dirigentes sindicais que daria origem à CUT.

“Lula Relembra a 1ª Conclat 30 Anos Depois” terá uma sessão especial de lançamento no próximo dia 10, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, a partir das 20h. O filme também será distribuído em DVD para os participantes da 13ª Plenária Nacional da CUT, que acontece entre os dias 4 a 7 de outubro.

“Puta merda, que cara feio”, espanta-se o Lula de hoje diante da aparição daquele que, blusa de lã azul sobre uma camiseta vermelha e crachá no peito, dá uma entrevista para os realizadores do documentário de 1981. “Se a Marisa vir isso aí, eu vou ter de agradecer ela por ter se casado comigo”.

Enquanto vai, aos sobressaltos, citando o nome dos companheiros de Conclat que surgem repentinamente na tela – muitos ele sabe onde estão e o que fazem hoje, de todos lembra a categoria e o que faziam 30 anos atrás – Lula dá pistas de seu pensamento atual.

Sorri ao acompanhar trecho do documentário em que é lida resolução em defesa da estatização dos bancos. Noutro, em que um orador vocifera contra a “partidarização” do encontro, Lula comenta que “havia muita preocupação com o PT” – ele refere-se aos grupos que decidiram não participar da fundação da CUT, oriundos do PCB, MR8 e outros partidos mais antigos. “A tradição naquela época era partido de trabalhadores dirigidos por intelectuais, e o PT nascia dirigido por trabalhadores”, comenta o ex-presidente.

Na segunda metade de “Lula Relembra…”, o ex-presidente é entrevistado pelo jornalista Daniel Brazil e reflete sobre os dois momentos. Sobre a diferença entre os grupos que não participaram da fundação da CUT, diz: “A gente tinha uma concepção de organização sindical de base que o outro pessoal não tinha”. Em outro trecho, diz: “A gente manteve a coerência e nossos princípios estão em pé”.

Quase ao final do filme, um comentário que não deixa de ter um tom amargo: “Tinha companheiro que estava lá antes de mim e ainda está. Ou seja, isso dificulta a renovação”.

A exibição de “Lula Relembra…” na Cinemateca vai ser antecedida pelo filme “1ª Conclat”, que foi restaurado pela CUT e também virou DVD.

Serviço

“Lula Relembra a 1ª Conclat 30 Anos Depois”

Sessão especial na Cinemateca dia 10 de outubro, às 20h

Endereço: largo Senador Raul Cardoso, 207. Vila Mariana, São Paulo

Escrito por Isaías Dalle

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