Melhor forma de cortar gasto público é baixando a taxa básica de juros

Uma rápida olhada nos jornais de hoje, repercutindo a decisão do Banco Central em cortar os juros em 0,5%, mostra quem são os verdadeiros responsáveis pela desigualdade social no Brasil.

Itaú, Bradesco, HSBC, Banco Votorantim, Citibank, Morgan Stanley e uma enorme quantidade de “economistas” altamente remunerados encastelados nas redações dos jornais, radio e televisão nos encheram de analises do tipo “é uma ruptura que reduz a transparência (sic) e aumenta a dificuldade de se prever os próximos passos” ou ainda: “Diminuir juros agora é passar uma noção de fraqueza”; “essa decisão é um ataque a autonomia do Banco Central”

Eles não tem vergonha. Quando eles pressionam pelo aumento da taxa de juros é legítimo, é transparente, afinal estão lutando pelos seus interesses, estão aumentando seus lucros com a especulação financeira, sem gerar emprego e nem renda, a não ser a sua própria.

Desde Abril de 2010 quando a taxa selic estava em 8,75% eles começaram a pressionar, usando as concessões públicas de radio e televisão, e seus capachos nos jornais, fazendo “previsões” do quanto deveria aumentar  a taxa de juros a cada reunião do COPOM (Comite de Politica Monetária) . De lá para cá foram 8 (oito) aumentos: saiu de 8,75% e foi para 12,5% em Julho de 2011.

Para que os trabalhadores e a sociedade possam analisar o que isso significa, basta dizer que cada ponto percentual de aumento na taxa representa algo em torno de R$ 19 bilhões a mais que a população vai pagar, através de seus impostos, para que o Governo retire do orçamento da saúde, da educação, dos investimentos e pague para eles na forma de juros sobre a dívida.

Durante esse período portanto, eles GANHARAM mais de R$ 71 BILHÕES DE REAIS com esses aumentos e você não viu eles falarem em transparência, fraqueza do Banco Central, etc.

A cara de pau é tão grande que eles sabem que a redução ainda foi pequena diante das taxas internacionais e pior foi compensada pela decisão do Governo em poupar o excedente de arrecadação, ampliando o superávit,  que deve chegar a R$ 10 bilhões até o final do ano. O corte portanto de 0,5% equivale a R$ 9,5 bilhões, quase o mesmo valor da expectativa de sobra de arrecadação. Ou seja, Ficou “elas por elas”.

Isso tudo sem falar no crime cometido pelos bancos cobrando taxas de juros absurdas no cartão de crédito e no cheque especial, além daquelas tarifas cobradas pelos bancos que só com isso, pagam a folha de pagamento dos milhares de trabalhadores.

É urgente a convocação de uma CONFERÊNCIA DO SETOR FINANCEIRO para que toda a sociedade participe do debate sobre a democratização do Conselho Monetário Nacional, da regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal, do papel e da responsabilidade social dos bancos e fundos de pensão neste País.

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