Aumento zero para servidores: sindicatos e confederação prometem endurecer com o governo federal

A presidenta Dilma em pessoa veio a campo para informar que não haverá reajuste salarial para os trabalhadores públicos federais em 2012. A Condsef-CUT, confederação nacional que congrega o funcionalismo, promete endurecer e garante que em janeiro já planejará ações para aumentar a pressão.

Há acordos que foram fechados e outros em fase adiantada que, assim, ficam sob clara ameaça.

Além disso, ao sinalizar com austeridade máxima para essa parcela da população, enquanto outras continuam ganhando os tubos – notadamente os bancos, que dependem e muito do dinheiro público para ficar cada vez mais ricos – a presidenta aponta na direção da lógica que hoje afeta duramente a Europa, a saber, socializar as perdas em nome daqueles que verdadeiramente criaram a crise. São situações diferentes em grau, mas não na essência.

Por fim, se precisamos de um Estado forte e indutos do crescimento, algo que a própria presidente costuma declarar, devemos tratar o funcionalismo de uma outra forma. Precisamos investir nele. Concordo com a necessidade de melhoria da gestão, mas para isso o torniquete não ajuda.

Ainda nesse ponto, devemos lembrar que a presidenta, com essas declarações, ainda que possivelmente sem querer, acaba por dar um salvo-conduto a governadores e prefeitos que resistem a encarar responsabilidades como o Piso Nacional do Magistério.

Leia o texto preparado pela Condsef em que se detalham as razões para não suspender reajustes do funcionalismo no ano que vem clicando aqui.

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2 Comentários

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2 Respostas para “Aumento zero para servidores: sindicatos e confederação prometem endurecer com o governo federal

  1. José Osivan Barbosa de Lima

    Se realmente nós defendéssemos o socialismo, nós aceitaríamos um reajuste acima da inflação para os mais pobres como a turma do salário mínimo e do bolsa família e um reajuste menor para a turma que ganha acima de um salário mínimo.

  2. Carlos

    Como acontece em governos que “jogam” pra mídia, é fácil tratar o funcionalismo público como vilões, ou “marajas”. A política do governo Dilma do PT já está posta: endurecer com quem faz o governo funcionar, (com todas dificuldades conhecidas e salarios irrisórios), amaciar os que dele se utilizam (mas tem a mídia à mão). Seja nas estatais, seja nos orgão públicos, a ordem é endurecer para aumento do caixa, e ter dinheiro para a especulação. Juros que são o ralo do dinheiro público, bilhoes que evaporam todo ano. Um dos sintomas de penalização da classe trabalhadora é a tabela do IR, defasada em mais de 80%, desproporcional, assalto ao trabalhador. Enquanto se “desonera” obrigações do patronato, afrouxa-se lei de controle dos capitais especulativos, reprime sindicatos e seus representantes, seus verdadeiros eleitores. Mas a história é viva.

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