Arquivo do mês: abril 2012

Agência Brasil: Brizola Neto é um bom nome para ocupar Ministério do Trabalho, diz presidente da CUT

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, disse hoje (30) ter considerado Brizola Neto “um bom nome” para o comando do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Henrique ressalvou que o novo ministro, confirmado hoje (30) no cargo, terá que enfrentar alguns desafios, tais como a busca por “trabalho decente” e uma melhor qualificação profissional dos trabalhadores.

“Esperamos que [Brizola Neto] tenha uma atuação republicana no Ministério do Trabalho, ou seja, que não transforme o MTE em um aparelho do partido [o ministro é ligado ao PDT] e que atenda todas as centrais sindicais com igualdade de tratamento”, disse em nota.

Segundo informações do Palácio do Planalto, a posse do novo ministro deverá ocorrer na quinta-feira (3), às 11h.

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Novo presidente do Supremo garante que haverá #JulgamentoJusto para o chamado “mensalão”, sem pressão da mídia

Correta a posição do novo presidente do Supremo, Ayres Britto, estampada em entrevista à CartaCapital desta semana. Ele garante que o julgamento do chamado “mensalão” deve se guiar pelos autos, pelas provas que o inquérito conseguiu colher, e não pela pressão política exercida pela mídia.

É isso que queremos. Julgamento justo. Não justiciamento, muito menos linchamento.

Se o julgamento se ativer aos autos (não aos “altos” da Veja, por certo), às provas, um dos mitos que cairão, por exemplo, é o de que houve uso de dinheiro público. Esse crime, tecnicamente chamado de prevaricação, já foi inclusive descartado pela própria Procuradoria Geral, que rejeitou a acusação por absoluta falta de provas.

Mesmo assim, a imprensa continua insistindo nisso, com o objetivo de confundir a opinião pública.

Importante procurar ler reportagem sobre isso produzida pela revista Retratos do Brasil, cuja introdução você pode ler clicando aqui.

 

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Mobilização nas redes sociais ataca hipocrisia da mídia. #VejaGolpista é TT nacional por 4 horas no sábado

Na sexta à noite, o blog Brasil 247 vazou o texto do inquérito relativo à CPI do Cachoeira. Um caudaloso número de provas veio à tona trazendo as peripécias criminosas do senador Demóstenes, suas relações com o contraventor Carlinhos Cachoeira e, especialmente, vários torpedos contra a submissão e a parceria da revista Veja com o crime organizado para encomendar “matérias” contra o governo Lula e o PT.

É evidente que a revista e a mídia tradicional estão desmoralizadas. Foram apanhadas com a boca na botija.

A partir do vazamento do inquérito, vários blogs começaram a dissecar o documento e a produzir textos a partir de vários trechos dele. As redes sociais aderiram rapidamente e a palavra-chave #VejaGolpista permaneceu por mais de quatro horas entre os assuntos mais comentados do twitter durante o sábado.

Cada twitter desses reproduzia as informações vindas do inquérito e comentadas pelos blogs progressistas.

Na noite daquele mesmo sábado, a turma ligada à Veja tentou uma reação, através da palavra-chave #VejaNelles. Essa hashtag até chegou a figurar entre as mais comentadas por alguns minutos naquele início de noite, mas o que poucos sabem é que a diferença de volume entre uma ação e outra foi enorme.

Segundo instrumentos de medição de audiência nas redes sociais, #VejaGolpista foi mencionada por 35 mil perfis (pessoas) no twitter. Já a reação da direita foi tímida: só 3 mil perfis aderiram à ridícula hashtag proposta pela revista.

Duas conclusões: a militância de esquerda sabe, sim, utilizar as redes sociais para fazer mobilização, e vale a pena participar desse tipo de ação, pois coloca a mídia golpista no corner.

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Sindicalismo pago por patrões adere oficialmente ao PSDB. Funcionários têm ponto liberado em troca de presença na festa

Na última sexta-feira, um ato político marcou oficialmente o lançamento do “núcleo sindical” do PSDB. Com a presença de ilustres figuras “amigas” dos trabalhadores como Sérgio Guerra, José Serra e afins, um grupo de sindicalistas ligados a outras centrais aderiram à tentativa tucana de passar um verniz trabalhista em sua mais que desgastada imagem.

A Folha de S. Paulo de sábado noticia que os trabalhadores lá presentes foram instruídos por seus empregadores – construtoras e empreiteiras – a participar do evento, e que seriam liberados do trabalho sem desconto do ponto, desde que apresentassem comprovante de que lá estiveram durante toda a duração do encontro.

O jornal Valor Econômico, a respeito da mesma cerimônia, conta que o presidente do “núcleo sindical” do PSDB, Antonio de Sousa Ramalho, dirigente há três décadas do mesmo sindicato da construção civil de São Paulo, teria pedido doações a empreiteiras para financiar o ato político.

Assim, repete-se à luz dos holofotes a mesma prática que marcou a origem de determinada central, fundada a partir de iniciativa dos patrões – no caso, a Fiesp – nos anos 1990 para tentar abafar o sindicalismo autêntico e para combater a CUT.

Essa origem da Força, que durante os anos Lula ficou um pouco escondida por ela ter aderido a lutas conjuntas com a CUT, fica novamente exposta.

Durante o encontro de sexta entre tucanos e esses sindicalistas, segundo os dois jornais citados, a CUT recebeu várias críticas por sua luta contra o imposto sindical. Patrões, tucanos e pelegos, juntos, nos criticando. Prova maior de que estamos no caminho certo!

Estamos prontos para ações unitárias em defesa dos interesses dos trabalhadores, mas é preciso muita atenção para as pautas de cada central e de que lado cada uma está.

Leia sobre nossas diferenças de concepção clicando aqui.

Saiba mais sobre os riscos do “núcleo” tucano clicando aqui.

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Novo código florestal. CUT pede: #vetaDilma!

Mais uma vez, a maioria dos deputados federais deixa a nação brasileira perplexa. O “novo” Código Florestal, aprovado no dia 25/04, por 274 a 184 votos, ignora a proteção ambiental, condição essencial para o desenvolvimento sustentável, com justiça social e ambiental e valorização do trabalho. A atualização do Código deveria corrigir distorções e não reincidir no equívoco de desconstruir uma das mais importantes legislações brasileiras.

Reconhecemos a necessidade de atualização do Código, para que se torne uma legislação inclusiva, que estabeleça regras específicas para segmentos diferenciados da sociedade, como por exemplo, a agricultura familiar. Neste sentido, rechaçamos quaisquer iniciativas que levem ao retrocesso, ao mau uso dos recursos naturais e incentive o desmatamento.

Foto de Marcelo Casal/ABr

Nos últimos 10 anos, a pressão da sociedade civil organizada e o compromisso dos governos democráticos e populares contribuíram para importantes avanços sociais e ambientais. Exemplo disso são as reduções dos desmatamentos e as metas assumidas pelo Brasil na 15ª Conferência das Partes em Copenhague, ambas conquistadas no Governo Lula.

No momento em que o mundo se volta para a Rio+20 – Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, os parlamentares brasileiros não deixam dúvidas quanto à sua falta de compromisso para com a sociedade brasileira e o planeta.

Pelo texto aprovado, o “novo” Código Florestal ampliará os desmatamentos, reduzirá a proteção ambiental, aumentando os riscos a que já são submetidas as populações que vivem em condições precárias de moradia – no campo e nas cidades -, dentre outros prejuízos irreversíveis à nação brasileira. Além disto, é absolutamente injustificável para o Brasil e para o mundo a anistia àqueles que desmataram irregularmente, reincidindo em crimes ambientais, em detrimento daqueles que cumpriram a Lei.
Diante deste cenário, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), reafirma seu posicionamento político contrário à aprovação do Código Florestal e solicita à Presidenta da República, Exma. Sra. Dilma Rousseff o VETO ao projeto aprovado na Câmara dos Deputados.

ARTUR HENRIQUE DA SILVA SANTOS, Presidente Nacional da CUT, e CARMEN FORO, Secretária Nacional do Meio Ambiente

CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES

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Editorial do Brasil de Fato reafirma que CPI e STF são evidências da luta de classes e que a imprensa faz o jogo da burguesia

Desde a fundação do Estado republicano com a revolução francesa, sempre houve setores da classe dominante que se utilizam dos cargos públicos, das influências nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para se locupletarem e acumularem com dinheiro público. Na sociologia foram classificados como a fração lumpen-burguesa, que preferia surrupiar parcela da mais-valia recolhida pelo Estado, e de mais fácil acesso, a dedicar-se a investimentos na produção e extrair diretamente a mais-valia da exploração do trabalho da classe operária.

Aqui no Brasil não foi diferente. Desde a República velha, setores da burguesia sempre se locupletaram com recursos públicos, de forma legal e ilegal. Porém, essa mesma burguesia, muito esperta, nas últimas décadas se apropriou do discurso ideológico da luta contra a corrupção. Como se a corrupção fosse um mal genérico, sem nome, classe, ou pior, fossem setores da classe trabalhadora que tirassem proveito de governos progressistas. O símbolo maior dessa hipocrisia foi o governador Lacerda, do Rio de Janeiro, na década de 1950 e 1960 e seu partido União Democrática Nacional (UDN). No fundo, essa forma de transformar a denúncia da corrupção apenas como uma questão moral, não passa de uma tática da classe dominante para desviar o debate sobre a verdadeira natureza do Estado brasileiro, que por si só, na sua lógica de funcionar proporciona a parcelas da classe dominante que se apropriem dos recursos públicos. Às vezes de forma legal e outras vezes ilegalmente. Nos casos ilegais se chama de corrupção, e aí seus beneficiários precisam construir uma ampla rede de “proteção pública” aos seus atos, que em geral, envolve juristas e advogados famosos, juízes, desembargadores, senadores, deputados, delegados de polícia e, sobretudo, os proprietários dos meios de comunicação de massa. Basta lembrar como a televisão e a Veja transformaram o Collor de Mello em caçador de marajás, Demóstenes no senador vestal, Yeda Crusius a gestora da RBS e tantos outros que foram desmascarados pela realidade.

Nos anos recentes, depois da vitória eleitoral do presidente Lula, os setores da burguesia derrotados se utilizam desse expediente: denuncismo e tentativa de centrar o debate no combate à corrupção, como uma forma de engessar o governo, deixá-lo inerte, e impedir que as verdadeiras demandas da classe trabalhadora e a questão de um projeto para o país seja o centro do debate).

Assim surgiu o “mensalão” no governo Lula. Amplificado ao extremo, que quase levou a um processo de impeachment. Agora, veio à tona que até o sinistro bicheiro Cachoeira estava por trás dessa manipulação, junto com a sua Veja.

No governo Dilma, esses mesmos setores da burguesia – derrotados no seu projeto de subordinação ao neoliberalismo e aos interesses imperiais – se agarrou na imprensa e no Judiciário, para deixar o governo refém de seus interesses. Com isso já derrubaram sete ministros. Independente da natureza ideológica dos ministros, do seu não compromisso popular, de que tenhamos até gostado das mudanças ou de culpas reais, o fato é que não houve nenhum processo ou algo concreto comprovado. Se os interesses da imprensa fossem democráticos e os ministros tivessem caído culpados pelo desvio de recursos públicos, então eles deveriam estar na cadeia! Mas como diz o ditado popular, “o diabo faz panela mas esquece da tampa”.

Agora veio à tona a rede de corrupção montada entre uma quadrilha de jogos ilícitos, empreiteiras, senadores, desembargadores, governadores e a imprensa de direita, em especial a revista Veja, com quem o contraventor Cachoeira discutia com o chefe da sucursal de Brasília as pautas, as denúncias. Como se eles tivessem o direito de decidir a quem iriam derrubar ou a quem condenar perante a opinião pública.

Felizmente os parlamentares tiveram um pouco de coragem e instalaram a CPMI para investigar esses fatos. A panela está destampada. Agora será necessário revolver toda a podridão que tem dentro dela.

Pela primeira vez as forças populares, representadas por alguns congressistas, terão a oportunidade de investigar e denunciar os corruptores: as empresas e a grande mídia que as acobertam. É hora de mostrar a todo o povo quais interesses a revista Veja defende. Seus bicheiros e parlamentares. É hora do povo saber as redes que se montam dentro do estado brasileiro para que meia dúzia de lumpen-burgueses se locupletem e ainda usem a mascara da legalidade e da defesa dos interesses públicos.

Essa CPMI precisa analisar com detalhes tudo e de forma rápida, antes que a ratazana esconda o queijo e seus comedores.

Mas não basta torcer pela coragem de alguns parlamentares. Será necessário que os movimentos sociais, o movimento estudantil, da juventude, todas as forças populares possam ir às ruas pressionar. Exigir a investigação e punição de todos os envolvidos, sejam governadores, empreiteiros, senadores, donos da Veja etc.

A Globo já começou de novo a campanha do Brasil limpo, da corrupção genérica e de falsos movimentos de jovens burgueses, que são amplificados na televisão.

Portanto, estamos diante de mais um capítulo da luta de classes, travado no campo da ideologia, no campo das ideias e da gestão do Estado. E a burguesia já se deu conta que pode sofrer uma grande derrota ideológica.

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Vagner Freitas, candidato a presidente da CUT, reafirma que vai manter a luta contra o imposto depois de eleito

O jornal Estadão publica um editorial nesta segunda, dia 23, em que diz que a CUT realiza sozinha uma campanha pelo fim do imposto sindical.

O editorial, ao fim e ao cabo, favorece o debate que a CUT está fazendo desde 1983 e que, neste ano de 2012, conta também com uma ação de comunicação dirigida – anúncios em jornais e revistas e, mais especialmente, com a coleta de votos nas ruas, junto aos maiores interessados, os trabalhadores.

No início, o texto parece igualar todas as centrais, mas à medida que se lê, percebe-se que o Estadão reconhece as diferenças entre elas. O jornal, inclusive, lembra do acordo firmado entre todas as entidades em 2008 pelo fim do imposto, acordo que logo depois as demais renegaram. Foi o próprio jornal que, naquele ano, divulgou amplamente o acordo e assim expôs a mudança de postura das outras centrais ao se recusarem a cumpri-lo – ou a encenação delas, ao o terem assinado.

Porém, ao não ser enfático na defesa da posição da CUT, o jornal, que é contra o imposto, parece reservar a si mesmo uma parcela de dúvida quanto à firmeza de propósito de nossa Central.

Pois não precisa. Nosso objetivo é firme, assumido coletivamente. E o mais forte candidato a me suceder na Presidência da CUT a partir de julho, o bancário Vagner Freitas (acima, em foto de Dino Santos, votando no plebiscito) já reafirmou publicamente, várias vezes, que vai manter essa luta com afinco depois de eleito.

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