Setor industrial é fator de atraso para o Brasil quando quer ganhar competitividade às custas dos trabalhadores

Em artigo que a página do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) publica hoje, teço críticas à velha reclamação dos empresários sobre redução dos custos trabalhistas e corte de direitos.

Leia:

Nos últimos anos, o governo tomou pelo menos quatro importantes medidas para estimular a indústria brasileira: 1) fortaleceu o mercado interno; 2) estabeleceu uma política industrial que protege o fabricante nacional; 3) reduziu os gargalos de infraestrutura com grandes obras nas áreas de energia e portos; e, finalmente; 4) construiu um cenário para redução das taxas de juros.

Por tudo isso, estranhamos quando os empresários usam a mídia, sempre favorável a eles, para atacar as conquistas da classe trabalhadora. Recentemente, o ataque veio do presidente da CNI. Em artigo publicado na Folha de São Paulo, Robson Andrade disse não defender a “piora nas condições de trabalho” ou ainda o “achatamento salarial”, como ocorre em alguns países asiáticos. No entanto, para ele, encargos, benefícios diretos e indiretos, contribuições, adicionais e burocracia levariam à indústria a asfixia.

O empresário repete o velho mantra patronal de que os salários estão crescendo mais do que a produtividade e afirma que o custo do trabalho no país excede os 100% que alguns divulgam por ai. E mais: os custos da mão de obra resultariam em 20% a 50% do custo final dos produtos manufaturados no Brasil.

Como podemos ver o tal “custo do trabalho” a que ele se refere são as contribuições e os tributos sobre a folha de pagamento que sustentam investimentos em educação, saúde, seguridade e infraestrutura. E isso, no nosso entendimento, é o que torna a economia brasileira mais competitiva, mais produtiva e menos sujeita aos solavancos provocados pelas crises financeiras internacionais.

Leia o texto completo clicando aqui.

Anúncios

1 comentário

Arquivado em Uncategorized

Uma resposta para “Setor industrial é fator de atraso para o Brasil quando quer ganhar competitividade às custas dos trabalhadores

  1. Só lhes resta repetir incansavelmente os famosos “encargos 100%”, que faz parte do mantra. Custo que, na análise da folha de pagamento, ponto a ponto, não chegariam nem a 40%, o que não é nenhum espoliamento. Ao contrário, é o mínimo que se pode esperar de quem explora o capital: contribuir com a educação, saúde, seguridade e infraestrutura, para todos, inclusive eles mesmos, os donos do poder econômico, como você bem lembrou.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s