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Durante homenagem, Lula diz que oposição teve medo da mobilização dos movimentos sociais em 2005/2006

No dia 16 de agosto de 2005, milhares de militantes da CUT, da UNE e dos movimentos sociais em geral fizeram, na Esplanada dos Ministérios em Brasília, a primeira manifestação de rua em apoio ao presidente Lula, naquele momento sob bombardeio da mídia e da oposição por conta da crise política conhecida como “mensalão”.

Seguiram-se outras.

Ontem, Lula reconheceu publicamente a importância de sua base social no episódio.

Deu na Folha:

Às vésperas do julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), o ex-presidente voltou ontem a descrever o escândalo como uma tentativa de golpe ao receber homenagem da Câmara Municipal de São Paulo.

“O PT era mais atacado do que hoje por grande parte dos políticos da oposição e por uma parte da imprensa brasileira. Na verdade, era um momento em que tentaram dar um golpe neste país.”

Lula disse ter se comparado na época a ex-presidentes que não completaram seus mandatos. “Não vou me matar como Getúlio [Vargas] e não vou fugir obrigado como o João Goulart. Só tem um jeito de eles me pegarem aqui: é eles enfrentarem o povo nas ruas deste país”, afirmou.

O ex-presidente disse que a oposição se intimidou depois que ele recebeu apoio de movimentos populares.

“Aquilo foi a coisa que mais deixou eles com medo de continuar na luta pelo impeachment”, afirmou.

Lula agradeceu o apoio na crise do vereador Agnaldo Timóteo (PR), a quem convidou a se filiar ao PT. Timóteo cantou música e vestiu um sobretudo vermelho para homenageá-lo.

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Manifesto cobra do STF #JulgamentoJusto para o caso chamado de “mensalão”. Assine

Eu já assinei manifesto organizado por estudantes de Direito de todo o País reivindicando que o STF se atenha aos autos, e não à pressão da imprensa, no julgamento dos acusados no caso apelidado pela mídia e pela oposição de “mensalão”.

Para assinar, clique aqui.

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Novo presidente do Supremo garante que haverá #JulgamentoJusto para o chamado “mensalão”, sem pressão da mídia

Correta a posição do novo presidente do Supremo, Ayres Britto, estampada em entrevista à CartaCapital desta semana. Ele garante que o julgamento do chamado “mensalão” deve se guiar pelos autos, pelas provas que o inquérito conseguiu colher, e não pela pressão política exercida pela mídia.

É isso que queremos. Julgamento justo. Não justiciamento, muito menos linchamento.

Se o julgamento se ativer aos autos (não aos “altos” da Veja, por certo), às provas, um dos mitos que cairão, por exemplo, é o de que houve uso de dinheiro público. Esse crime, tecnicamente chamado de prevaricação, já foi inclusive descartado pela própria Procuradoria Geral, que rejeitou a acusação por absoluta falta de provas.

Mesmo assim, a imprensa continua insistindo nisso, com o objetivo de confundir a opinião pública.

Importante procurar ler reportagem sobre isso produzida pela revista Retratos do Brasil, cuja introdução você pode ler clicando aqui.

 

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Demóstenes é quem encomendou o vídeo que gerou a crise de 2005 e que tirou Zé Dirceu do governo Lula

Essa notícia vem do Conversa Afiada. Paulo Henrique Amorim entrevistou a ex-mulher do comparsa de Demóstenes que fez, a pedido do (quase ex-) senador do DEM.

Quando ainda não imaginavam, nem ele nem o ex-PFL, que já davam passos céleres rumo ao cadafalso, o partido e o Demóstenes se travestiam de guardiães da ética e da moral. Daqui de onde estou, para mim estava desde sempre claro que ambos nunca haviam passado de picaretas rematados, mas a imprensa dava a maior bola pra eles.

E a Veja, hein? Neste domingo, saiu com uma matéria sobre o Santo Sudário na capa e finge que o Demóstenes e o Carlinhos Cachoeira, que combinava pautas com a direção da revista, não têm nada a ver com eles.

Na semana passada, quem fez o papel de Santo Sudário foi a presidenta Dilma, que apareceu na capa e ajudou – inadvertidamente, acredito – a revista a tentar esconder o escândalo desmoralizante que se abateu sobre a publicação e toda a editora Abril – falo da empresa  e excetuo as pessoas boas que existem em outros títulos da Abril.

Bem, sem mais demoras, recomendo a leitura do texto do PHA. Clique aqui.

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Reportagem mostra quem é quem no chamado “mensalão” e garante: fora o caixa 2, as demais acusações são falsas

Não há, nos autos do processo do chamado “mensalão”, uma única prova – seja material, seja a partir de depoimentos – de que houve compra de votos de parlamentares por parte do PT ou do governo. No mesmo processo, a pilha de documentos, que enche uma sala inteira do Supremo Tribunal, não traz uma só prova de que dinheiro público tenha circulado pelas peripécias da campanha eleitoral de 2003.

Essas são duas conclusões que a revista “Retrato do Brasil” de fevereiro defende com veemência em uma longa reportagem sobre o “mensalão”.

Sem esconder o que nem mesmo os acusados tentaram esconder – o uso do caixa 2 – a revista sustenta que as teses de “formação de quadrilha”, “compra de votos” e “uso de dinheiro público” não têm dado comprobatório em nenhum trecho dos autos.

Os autores da reportagem, os jornalistas Lia Imanishi e Raimundo Rodrigues Pereira, ouviram longamente os advogados de alguns dos principais acusados – entre eles Roberto Jefferson, José Dirceu e Delúbio Soares – e leu muitos trechos das peças de acusação.

O grande mérito do texto é reunir as principais informações (ou ao menos aquelas que ganharam maior destaque na imprensa tradicional) e comenta uma a uma. A narrativa cronológica também facilita a compreensão. Dividir o texto com retrancas sobre os principais personagens, também.

A revista conclui que, fora o uso de caixa 2 para financiar as campanhas de 2002, com a inestimável ajuda do valerioduto originalmente a serviço dos tucanos mineiros, todas as demais acusações são de cunho político, sem respaldo nas provas técnicas produzidas pelas CPIs, pela polícia ou por peritos a serviço do parlamento.

Como o julgamento final do “mensalão” deve ocorrer ainda neste semestre, conforme prometeu o ministro Joaquim Barbosa (o autor da tese de “formação de quadrilha” comandada por Zé Dirceu), acho importante que os companheiros e companheiras leiam a reportagem.

Eu poderia até escanear as páginas e colocar aqui no blog. Mas não seria justo com a revista, cujos editores esperam a ida de vocês até a banca de jornal mais próxima para comprar um exemplar.

Só um reparo: na capa, a foto de um Zé Dirceu com cara de bravo junto com a manchete “Mensalão” não revela, para o leitor, o que de fato a reportagem pretende.

Capa da edição de fevereiro da revista. Ainda nas bancas ou direto na editora

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Roberto Jefferson agora nega que o mensalão existiu. O prêmio Esso será devolvido?

Essa notícia, destacada pelo blog Conversa Afiada e extraída do twitter da jornalista Hildgard Angel merecia muito mais publicidade do que recebeu até o momento.

Em trechos da defesa que o ex-deputado do PTB entregou ao STF, está escrito com todas as letras que não houve mensalão, ou seja, o que teria havido foi apenas ajuda de campanha do PT para o PTB, tudo dentro da legalidade eleitoral.

Lembramos aqui que a entrevista de Roberto Jefferson à Folha de S. Paulo, em que denunciava o que chamou de mensalão, vira agora uma “unha encravada” (expressão cunhada pelo acusador, à época). Lembramos também que a entrevista foi agraciada com o Prêmio Esso de jornalismo. Uma entrevista apenas, em que os dados apresentados pelo entrevistado não foram checados antes da publicação, ganhou o Esso.

E agora, que o entrevistado retira o que disse?

Leia aqui o material publicado no Conversa Afiada.

Leia aqui sobre a defesa de José Dirceu.

 

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