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Mensagem de despedida aos leitores deste blog

Na última quinta-feira, dia 12 de julho, deixei a Presidência Nacional da CUT, após seis anos e dois mandatos à frente da maior central sindical do País e a quinta maior do mundo.

Fui sucedido pelo companheiro Vagner Freitas, eleito por mais de 90% dos votos de 2,300 delegados e delegadas de todas as regiões, categorias e setores de atividade do Brasil que participaram do 11º CONCUT (Congresso Nacional da CUT), encerrado na última sexta-feira.

Vagner é bancário, jovem, porém experiente, aos 46 anos com sólida vivência sindical, desde a base, onde passou a militar tão logo começou a trabalhar no Bradesco, em São Paulo. Foi também presidente da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), uma bem-sucedida experiência cutista de organização sindical por ramo de atividade – representa trabalhadores e trabalhadores de todo o sistema, e não apenas dos bancos. A Contraf-CUT congrega mais de 90% de todos os brasileiros do setor, e suas campanhas salariais são nacionais. Isso significa que os acordos coletivos que fecha atingem diretamente todo o território nacional, garantindo pisos salariais, aumentos e direitos em pé de igualdade em todas as regiões – um avanço organizativo que todos os demais ramos da CUT pretendem atingir.

Eu e Vagner no momento da posse do novo presidente da CUT. Foto; Roberto Parizotti

A CUT, acredito firmemente, tem a partir de agora em sua Presidência um companheiro valoroso, que saberá ouvir seus representados e dirigir a Central no bom caminho.

Eu deixo a Presidência após o segundo mandato como pretendia fazer desde quando fui eleito pela primeira vez. Sempre acreditei que o movimento sindical precisa de renovação, e para isso cada um de nós que o compõe deve fazer sua parte. Tenho me guiado por essa convicção desde os tempos em que comecei a militar em meu sindicato, o SinergiaSP-CUT.

A partir de agora, com o aval que me foi dado pela CUT, por intermédio da eleição realizada no 11º CONCUT, sigo para novas tarefas. A mim caberá organizar as ações da Central em suas relações com o movimento sindical do continente americano, com especial ênfase na América Latina e na América Central.

Outra função que vai me caber é coordenar o Instituto de Cooperação Internacional da CUT, ajudando a formular políticas para o sindicalismo de nosso continente e fortalecer os laços e a cooperação entre o Brasil e nossos vizinhos. Neste momento tão especial que vivemos, pós-ascensão de governos democráticos, populares e nacionalistas, é importante compartilhamos experiências e elaborarmos programas efetivos de cooperação em nome da construção um novo modelo de desenvolvimento, com valorização do trabalho e distribuição real de renda e protagonismo popular.

Nessa mesma área, vou também colaborar com o Instituto Lula, a convite do ex-presidente da República, na construção de políticas de cooperação trabalhista em nosso Continente.

Este blog, criado em 2010 com o objetivo principal de fazer a disputa eleitoral que corria naquele ano, vai agora chegando ao fim, ao menos enquanto “o blog do presidente nacional da CUT”. É possível que criemos outro, mas certamente com outro enfoque.

Agradeço profundamente àqueles que passaram por este blog, que acompanharam nossas contribuições para o debate, e também a todos os companheiros e companheiras da CUT, em todos os lugares do Brasil, que conosco compartilharam essa luta, dando suporte, emprestando confiança, mostrando o caminho, contando-nos o que ocorre nas bases.

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Vagner Freitas, candidato a presidente da CUT, reafirma que vai manter a luta contra o imposto depois de eleito

O jornal Estadão publica um editorial nesta segunda, dia 23, em que diz que a CUT realiza sozinha uma campanha pelo fim do imposto sindical.

O editorial, ao fim e ao cabo, favorece o debate que a CUT está fazendo desde 1983 e que, neste ano de 2012, conta também com uma ação de comunicação dirigida – anúncios em jornais e revistas e, mais especialmente, com a coleta de votos nas ruas, junto aos maiores interessados, os trabalhadores.

No início, o texto parece igualar todas as centrais, mas à medida que se lê, percebe-se que o Estadão reconhece as diferenças entre elas. O jornal, inclusive, lembra do acordo firmado entre todas as entidades em 2008 pelo fim do imposto, acordo que logo depois as demais renegaram. Foi o próprio jornal que, naquele ano, divulgou amplamente o acordo e assim expôs a mudança de postura das outras centrais ao se recusarem a cumpri-lo – ou a encenação delas, ao o terem assinado.

Porém, ao não ser enfático na defesa da posição da CUT, o jornal, que é contra o imposto, parece reservar a si mesmo uma parcela de dúvida quanto à firmeza de propósito de nossa Central.

Pois não precisa. Nosso objetivo é firme, assumido coletivamente. E o mais forte candidato a me suceder na Presidência da CUT a partir de julho, o bancário Vagner Freitas (acima, em foto de Dino Santos, votando no plebiscito) já reafirmou publicamente, várias vezes, que vai manter essa luta com afinco depois de eleito.

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