Arquivo do mês: novembro 2010

A melhor política que os EUA podem ter com a América Latina é a “negligência benigna”, diz Celso Amorim

Frase do excelente ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, em entrevista publicada hoje pelo Estadão.

Ele comentava a política de Obama e Hillary Clinton para nossa região e, depois de constatar que ambos deram  mais atenção a outros países, como a Índia, insinuou que, quanto menos os EUA se meterem, melhor.

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Reportagem do Estadão desmente ideia de que a máquina federal é uma festa de apadrinhamento

Informação importante publicada neste domingo pelo jornal O Estado de S. Paulo. Importante (e um pouco atrasada) porque desmente de uma vez a acusação de que a máquina pública, em Brasília, é loteada com a cessão de cargos a incontáveis amigos e partidários do governo. A acusação foi usada com frequência durante as eleições e ajudou a sedimentar a falsa ideia de que cargo público federal é uma festa.

O Estadão fez um levantamento que mostra que a imensa maioria dos cargos de confiança em todos os ministérios e secretarias do governo são ocupados por servidores de carreira, concursados.

São 21.623 cargos de confiança, 70% deles ocupados por trabalhadores que fizeram carreira na administração pública. Mesmo entre os cargos de maior salário (entre R$ 8,9 mil e R$ 11 mil).

 

 

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Políticas fiscal, monetária e tributária não fazem jus à classe trabalhadora do Brasil

Sugiro a leitura de texto publicado pela jornalista Vanessa Galassi, trabalhadora da CUT-DF, sobre nossa participação em Conferência do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em Brasília, nesta quinta (25):

O Brasil é o 9º país com a melhor economia do mundo. Em contraponto, ele ocupa o 10º lugar no ranking dos piores países em distribuição de renda. Isso leva ao questionamento de qual é o modelo de política econômica adotado pelo governo brasileiro para o desenvolvimento do País. De acordo com o presidente da CUT Nacional, Artur Henrique – durante a palestra Os trabalhadores e a macroeconomia, um dos assuntos abordados na 1ª Conferência do Desenvolvimento (Code/Ipea) – “esta é a hora de os trabalhadores comprarem a briga e se inserirem no debate de qual modelo de desenvolvimento é necessário”.

De acordo com o presidente cutista, o crescimento e o desenvolvimento do País dependem necessariamente do trabalhador. Entretanto, apesar de a classe operária ter papel central nos bons resultados numéricos que tornam o País capa de jornais econômicos do mundo inteiro, as políticas fiscal, monetária, tributária e os demais substantivos que dão nome às transações financeiras, ainda não estão devida e proporcionalmente ajustadas. “Aqui (no Brasil), por exemplo, não se tem imposto sobre grandes fortunas. Aqui só se taxa a renda, se taxa o consumo”, exemplifica Artur Henrique.

A taxa de juros brasileira (10,75% ao ano) também atrasa o desenvolvimento do País e é considerada “um verdadeiro assalto” pelo presidente da CUT. A justificativa do Banco Central para o valor abusivo da taxa é o controle da inflação. Entretanto, o valor dos juros brasileiros também acaba resultando na estagnação do desenvolvimento do País, uma vez que a maioria da população não tem renda para comprar. “Manter a inflação sob controle não pode significar você estabelecer uma taxa de juros tão grande que impeça o consumo e impeça o crescimento econômico”, avalia Artur Henrique.

Além disso, com a queda dos juros norteamericanos – uma tentativa de escapar da crise financeira iniciada em 2008–, os produtos yankees são comprados em maior escala e os produtos brasileiros ficam mais caros.  Resultado: o Brasil passou a ter déficit com os EUA.

Por outro lado, com o rompimento da política neoliberal, após o governo FHC, o cenário vem caminhando para se tornar mais favorável à classe trabalhadora. Como exemplo, pode-se citar o aumento da transferência de renda através do aumento do salário mínimo, da Previdência Social, da Seguridade Social, que alavancam positivamente a economia do Brasil e proporciona o seu desenvolvimento. O investimento é classificado como gasto público e, na maioria das vezes, criticado por grande parte da mídia que noticia a política como forma despesa para o País. “O gasto público é o mesmo de 2002, no último ano de governo Fernando Henrique. O que mudou foi a transferência de renda”, explica Artur Henrique. Para se ter noção, o aumento do salário mínimo para R$ 580,00 (reivindicação atual das Centrais Sindicais) renderia a arrecadação de R$ 12 bilhões para o governo.

Artur Henrique afirma que, apesar do avanço, ainda é precária a forma de gerir economicamente o Brasil, levando em conta sua principal alavanca: o trabalhador. Para que haja uma guinada, a solução é a participação direta do trabalhador na construção do modelo de desenvolvimento econômico. “A inserção do trabalhador em uma fatia maior da economia é o principal debate para o próximo período”, afirma.

Agenda para um projeto nacional de desenvolvimento – O primeiro passo para que o crescimento do Brasil inclua a classe trabalhadora já foi dado. Em junho deste ano, mais de 20 mil sindicalistas das diversas Centrais Sindicais aprovaram a Agenda da classe trabalhadora para um projeto nacional de desenvolvimento com soberania, democracia e valorização do trabalho.

O documento, resultado de uma série de discussões, tem o objetivo específico de sistematizar propostas e reivindicações dos trabalhadores. O texto traz dezenas de diretrizes de ação, reunidas em seis eixos estratégicos: 1) Crescimento dom distribuição de renda e fortalecimento do mercado interno; 2) Valorização do trabalho decente com igualdade e inclusão social; 3)Estado como promotor do desenvolvimento socioeconômico e ambiental; 4) Democracia com efetiva participação popular; 5) Soberania e integração internacional.

A Agenda foi entregue à Dilma Rousseff ainda em sua candidatura.

 

 

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Coletiva do Lula: “Não existe maior censura do que a ideia de que a mídia não pode ser fiscalizada”

Assim o presidente Lula resumiu hoje o debate a respeito do controle social sobre a mídia e do marco regulatório sobre o sistema de comunicação. Lula voltou a defender a necessidade dessas duas mudanças.

Afirmou também que a banda larga será popularizada, queiram os setores empresariais ou não.

E que Dilma, convencida como ele da importância dessas medidas, e municiada de ideias e propostas pela Conferência Nacional de Comunicação, certamente levará os projetos adiante.

A frase fez parte da entrevista que Lula concedeu pela manhã a um grupo de blogueiros progressistas. A entrevista durou aproximadamente duas horas – se não foi a mais longa coletiva de Lula durante os oito anos, certamente é uma das mais longas –  trouxe relatos de bastidores dos dois mandatos e esteve carregada de simbolismos.

Um desses simbolismos apareceu logo no início da entrevista, quando Lula brincou com os jornalistas e blogueiros dizendo que jogaria uma bolinha de papel na cabeça de cada um para ver qual se machucaria mais.

Fez assim referência ao episódio em que o então candidato José Serra tentou transformar uma bolinha de papel arremessada contra ele em uma agressão de grandes proporções. A tentativa foi frustrada especialmente pela rápida ação de blogs simpáticos à candidatura Dilma, que evidenciaram a farsa de Serra e, assim, derrubaram antecipadamente o noticiário que a velha mídia gostaria de ter emplacado.

A entrevista começou, portanto, com um bem-humorado reconhecimento ao papel da blogosfera na luta contra o monopólio dos veículos tradicionais durante o recente processo eleitoral.

Assista a entrevista na íntegra:

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Entidades de luta de todo o continente americano realizam conferência web 24h no próximo dia 9. É o LaborTech

No dia 9 de dezembro vai acontecer, pela internet, um evento internacional de luta chamado LaborTech 2010.

A iniciativa é da Universidade de San Francisco (EUA) e do Centro Cultural do Mission, o bairro latino daquela cidade, localizada na Califórnia.

O objetivo é transmitir via web 24 horas de programação com entidades sindicais e de luta do continente americano para denunciar ataques sobre os direitos dos trabalhadores, avanços e troca de experiências.

Há 20 anos funcionando na Universidade de San Francisco, antes mesmo da popularização da internet, O LaborTech tem o objetivo de difundir o uso das novas tecnologias como ferramenta de luta.

A CUT e o MST devem participar das transmissões deste ano, com o envio de vídeos ou entrevistas ao vivo. O horário reservado à participação da CUT se localiza entre 1h30 e 2h da manhã, depois da passagem da quinta-feira dia 9 para a sexta, dia 10.

Várias outras entidades de diversos países confirmaram presença. Os organizadores continuam convidando outras.

Leia comunicado enviado pela brasileira Isabela Fernandes, militante do LaborTech:

 

LaborTech 2010 acontece em um mundo onde o trabalho está sob ataque frontal. O colapso econômico e a depressão estão sendo usados como pretexto para destruir a previdência social, privatizar os serviços públicos e, fundamentalmente, marginalizar trabalhadores sindicalizados nos Estados Unidos e ao redor do mundo. Desregulamentação, privatização e “acordos de livre comércio” têm destruído a vida de dezenas de milhões de trabalhadores que tenham sido despojados dos seus empregos, casas, saúde e direito a educação para seus filhos.

Neste contexto, é vital divulgar a história dos trabalhadores e quem é responsável por essa crise e construir solidariedade e consciência através de ferramentas de tecnologia e comunicação. O oceano de propaganda organizada e coordenada contra os trabalhadores e junto com o bloqueio de informações que a mídia corporativa e os monopólios de telecomunicações promovem deve ser contestados, se os trabalhadores são capazes de enfrentar os seus desafios. LaborTech 2010 pode e vem sendo uma ferramenta vital neste trabalho, e esta conferência irá discutir e aprender como que podemos divulgar nossas mensagens e vencer esta batalha da informação e dos meios de comunicação

Esta conferência bianual de educação e formação reúne trabalhadores que produzem videos, programas de rádios, ativistas de mídia social, desenvolvedores de páginas web, educadores, artistas e trabalhadores culturais para ajudar a educar, treinar e construir uma tecnologia de comunicação para os trabalhadores. Também examina as questões sobre como essas novas tecnologias, incluindo o uso de celulares, estão sendo usadas a favor e contra os trabalhadores, tanto no local de trabalho quanto na Internet e nas ondas de rádios e tvs.

Veremos como os sindicatos estão construindo novos canais na internet, usando podcasting e ferramentas de redes sociais para desenvolver educação do trabalho, solidariedade e contato direto com as bases. Vamos aprender como produzir vídeos diários de greves, como transmitir pela internet nossos comícios e conferências, eventos educacionais e ações coletivas que podem acontecer localmente, em nivel estadual, nacional e internacional. Vamos ter um dia de ação para os trabalhadores da Coca Cola através da campanha Coca-Cola Assassina com eventos internacionais transmitidos na nossa página web.

Também veremos exemplos de vídeos e programas de rádio que têm nos ajudado a vencer batalhas através da educação e do envolvimento da comunidade nestas campanhas. Trabalhadores e seus sindicatos não podem esperar mais para utilizar estas ferramentas em suas lutas para defender seus direitos e para treinar seus membros para construir um movimento de mídia operária.

A necessidade de educar os trabalhadores é crítica. Só trabalhando em conjunto para construir o nosso entendimento e uso dessas ferramentas de comunicação irá ajudar a transformar a dinâmica de nossas lutas.

Junte-se a nós na conferência deste ano LaborTech.

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Lula concede a primeira coletiva exclusiva para blogs. Amanhã, com transmissão ao vivo

Iniciativa do Centro de Estudos de Mídia Independente Barão de Itararém, acontece amanhã, a partir das 9h, uma coletiva de Lula para um grupo de blogueiros progressistas.

A conversa será transmitida ao vivo a partir do Blog do Planalto.

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Enem da Folha: jornal tem de cancelar provinha de trainee por causa de falha no servidor da empresa

Confiram nota acanhada que a Folha publicou em sua edição impressa de domingo.

O jornal ia fazer um concurso de seleção para uma nova turma de estudantes que pretendem fazer treinamento na redação.

Uma falha no sistema de informática obrigou o jornal a cancelar o teste. O mesmo jornal que, de tão cioso da qualidade e da eficácia, quis cancelar e inviabilizar o Enem por um erro gráfico em 0,3% das provas, agora mostra uma falha grotesca num exame pequenininho, se comparado aos milhões de estudantes que passaram pelo teste que o Ministério da Educação realizou no paíos inteiro.

Leia a nota da Folha:

Problemas em servidor obrigam Folha a cancelar teste de seleção

DE SÃO PAULO – Problemas técnicos no servidor da Folha obrigaram a Editoria de Treinamento a cancelar a prova da primeira fase de seleção para a 51ª turma do programa de treinamento em jornalismo diário, que seria realizada ontem.
O jornal havia preparado uma prova alternativa prevendo instabilidade na rede, mas a programação usada no sistema de correção apresentou problemas para alguns candidatos. Para evitar que parte dos inscritos fosse prejudicada no teste, a prova teve de ser cancelada.

NOVA PROVA
Novo teste será marcado. Todos os candidatos que se inscreveram para o programa -os que enviaram as fichas entre 16 de dezembro de 2009 e 5 de julho de 2010- serão avisados da nova data com pelo menos três semanas de antecedência e poderão realizar o novo teste.

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