Arquivo do mês: agosto 2011

Juros altos sangram o orçamento do País e tiram recursos de programas de combate à miséria

“Os juros mais altos do mundo estão sangrando o Orçamento público para engordar banqueiros, rentistas e especuladores, alimentando uma espiral que não gera renda, não gera nada. Como há 15 anos estamos sangrando anualmente em torno de 7,5% do PIB para o pagamento de juros, faltam recursos para a EC 29 melhorar a saúde e também para aplicar os 10% do PIB na educação. Por isso estamos aqui para exigir a imediata redução dos juros, para impulsionar a produção nacional e o desenvolvimento”.

A afirmação é do presidente da CUT Nacional, Artur Henrique, que comandou na tarde desta terça-feira uma manifestação em frente à sede do Banco Central, na avenida Paulista, em São Paulo.. O objetivo do ato foi exigir a queda da taxa básica de juros (Selic) e protestar contra o aumento do superávit primário, decidido pelo governo federal.

O Conselho de Política Monetária (Copom), reunido desde esta terça, anuncia amanhã se reduz a taxa Selic ou a mantém como está.

Leia o texto completo clicando na página da Central Única dos Trabalhadores.

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Fundamentalismo cristão: pastor da Flórida quer criar cadastro de ateus e fichá-los como “criminosos”

Texto divulgado por site de notícias evangélicas e sugerido, via twitter, por Antonio Luiz Costa, reporta que um pastor da Flórida defende a criação de um cadastro de pessoas consideradas ateias, com nome, endereço residencial e de trabalho, foto e tudo mais, classificando-os como “criminosos”.

O Tea Party e seus fanáticos religiosos patrocinam, com essas e outras atitudes, aquilo que os próprios americanos classificam como terrorismo.

Leia o texto clicando aqui.

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Video: em ato diante do Banco Central, presidente da CUT ataca política de juros estratosféricos

 

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Empresários de Mato Grosso veiculam propaganda que relaciona greve a aumento de impostos. Justiça proíbe

Deu na Folha de S. Paulo hoje. Entidades patronais produziram e colocaram no ar um comercial de TV em que afirmavam que greve e mobilizações de trabalhadores geram aumento de impostos e de tarifas.

Entidades sindicais de trabalhadores entraram com uma liminar e a Justiça do Trabalho, consciente de que greve é um direito constitucional e que não está, nem remotamente, na raiz de aumento de impostos, proibiu a veiculação.

Esse comercial é uma clara prática antissindical, uma coerção à liberdade de organização dos sindicatos e, além de tudo, uma mistificação.

Greve não gera aumento de impostos e sequer de preços. Basta lembrar que o custo da mão-de-obra, aqui no Brasil uma das mais baixas entre os países industrializados, responde por uma pequena parcela do preço final dos produtos, como demonstrou, dias atrás, a insuspeita Fiesp (clique aqui para ler estudo da federação paulista da indústria).

A verdade é que os salários estão sempre atrás dos índices de produtividade e de lucro das empresas, ou seja, os preços estão sempre em vantagem sem que os ganhos sejam repartidos de maneira justa. Quando o trabalhador e a trabalhadora fazem greve, estão tentando recuperar um pouco do que ajudaram a produzir.

As entidades filiadas à CUT organizam greves somente quando as negociações emperram e os patrões se mostram inflexíveis. Mesmo assim, são dezenas, às vezes centenas de greves todo o ano. Se produzissem aumento de impostos, a carga tributária em relação ao PIB teria crescido muito, o que não é verdade. Essa relação carga tributária versus PIB continua praticamente inalterada desde 2005, como demonstra levantamento do economista Amir Khair (clique aqui para ver o estudo).

O que se trata aqui é distribuição de renda contra a fúria de lucro dos capitalistas. O resto é comercial de qualidade duvidosa.

Se o que os empresários de Mato Grosso dizem for verdade, o que dizer do aumento da passagem de ônibus em Teresina (PI), que passou de R$ 1,90 para R$ 2,10 sem que tivesse havido greve?

Pior: esses empresários do Mato Grosso seriam capazes de dizer que os estudantes que agora protestam contra o aumento, com mobilização de rua, vão gerar um novo aumento. Ridículo, não? (leia sobre os protestos em Teresina clicando aqui)

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Video: presidente da CUT fala no Congresso da maior central sindical dos EUA

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Meirelles tremeu e não cumpriu decisão de baixar os juros, como combinado em reunião

Os economistas Delfim Neto e Luiz Gonzaga Belluzzo contam à revista CartaCapital que o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, concordou com a decisão de baixar os juros logo após a eclosão da crise financeira internacional em 2008, mas que depois “afrouxou”.

Leia o trecho da conversa, com destaque para o trecho em negrito:

Delfim Netto: Os Estados Unidos introduziram uma disfuncionalidade no sistema que não tem como decidir. O que acontece? Não adianta dar incentivos, que são necessários, mas insuficientes, se o sujeito que recebe os incentivos não acredita neles. Se o pessoal da produção não acredita que terá demanda lá na frente e se o pessoal do trabalho não se vê empregado no futuro. Nestes casos, o sujeito recebe um benefício e senta sobre ele, que é o que se passa neste momento. As empresas americanas têm um trilhão e meio de dólares em caixa e não investem…

Luiz Gonzaga Belluzzo: …E os bancos têm um trilhão e quatrocentos de reservas e não emprestam.

DN: Por quê? Porque falta confiança. O circuito econômico foi interrompido e está difícil fazer pegar outra vez. A sorte do Brasil foi ter conseguido engrenar com maior rapidez, mas, agora que estamos aqui nós dois, podemos contar até alguns fatos interessantes. Lembra daquela reunião que o Lula providenciou na segunda-feira trágica após a quebra do Lehman Brothers. Estávamos eu, você, o Guido, o Lima, do Banco do Brasil, o Meirelles… Quem mais?

LGB: Eram estes. Foi na sede do Banco do Brasil.

DN: Naquele instante foi decidido que era preciso baixar a taxa de juros… Mas o governo depois afrouxou.

LGB: Foi decidido com a anuência do Meirelles.

DN: Juntamente com o Meirelles. Mas até entendo. Ele andava muito assustado com o que aconteceu com o pessoal que tinha feito o Proer. Estavam todos com os bens interditados. Ele, na verdade, não se sentia em condições de fazer o que tinha de ser feito. Para mim, Belluzzo, está claro que poderíamos ter reduzido os efeitos da crise no Brasil a quase nada. O País tinha musculatura para substituir o problema externo de financiamento, pois sabíamos que iria durar pouco. Se as medidas tivessem sido tomadas, hoje a gente ia discutir se a taxa de juros seria de 6,75% ou 7%, não 12,5%. Isso mostra como são falsas todas as teorias para explicar porque temos essa taxa de juros teratológica. Ela é resultado de equívocos que acumulamos ao longo do tempo.

 

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Não é preciso reduzir investimentos para só depois reduzir a taxa básica de juros

Há uma contradição no discurso de Dilma ao abordar a questão da taxa de juros.

A presidente, segundo nos disse hoje em audiência, pretende manter a redução de investimentos do governo para ganhar espaço e baixar a taxa básica de juros.

Argumentei que o aperto nos investimentos contraria a determinação da presidente de manter e ampliar as políticas públicas e os programas sociais.

Tomei como exemplo o programa Minha Casa, Minha Vida. Como ampliar esse programa se, ao mesmo tempo, o governo se recusar a negociar aumentos reais dos trabalhadores e trabalhadoras da Caixa Econômica Federal, que são aqueles que, na ponta do balcão, vão operar o programa?

Se o objetivo é ampliar a ação e a presença do Estado, não há como manter inalterada a decisão de suspender concursos públicos ou enrijecer as negociações salariais.

Ainda que a presidenta argumente que no mês de agosto a União esteja muito próxima de já atingir a meta de superávit primário, o que dará três ou quatro meses de folga, não penso que associar a queda da taxa Selic à contenção de gastos seja a melhor solução.

O Estado deve ampliar sua presença e baixar os juros, ao mesmo tempo.

O superávit primário já nos custou muito. A taxa já poderia ter caído substancialmente em anos anteriores e estaríamos vivendo um momento de maior crescimento que o atual e estaríamos ainda mais bem preparados para enfrentar os efeitos da crise econômica internacional.

Leia mais sobre nosso encontro com a presidenta na Rede Brasil Atual. Clique aqui.

Leia também na página da CUT, clicando aqui.

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